segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Chocolate para cães? Nem pensar!

Fonte

Cães e gatos alimentados com dieta natural ingerem diariamente uma variedade de itens que nós humanos também consumimos e que nos fazem bem: frutas frescas, diversos legumes crus ou cozidos, verduras cruas, carnes e ossos, iogurte natural, óleos vegetais, leguminosas e cereais cozidos (no caso das dietas com carboidratos extras), ovos, peixes, levedura de cerveja, alho cru, etc.

Com critério e bom senso - sempre tendo em vista que cães e gatos não são “pessoinhas peludas” - os pets podem partilhar de quase tudo da nossa geladeira e do nosso freezer. Ênfase no “quase tudo”. Alguns itens devem ser evitados, caso do açúcar, das uvas passas, das bebidas alcoólicas, do espinafre, das macadâmias, do abacate e das frituras. E há determinados alimentos que jamais devem ser oferecidos aos cães ou gatos. São eles: as pimentas, a cebola e o chocolate.

Esse artigo, um especial de Páscoa, pretende alertar os proprietários sobre os perigos para os cães da ingestão de chocolates. (Gatos que assaltam ovos de Páscoa também correm riscos, é que eles tendem a serem menos ávidos por essas guloseimas em comparação aos caninos.) Confira a pesquisa abaixo e entenda por que devemos deixar nossos ovos de Páscoa, bombons, barras de chocolate - e até os achocolatados em pó - bem longe de nossos melhores amigos.

Gostoso para nós, perigoso para eles
Fato é que os cães são diferentes de nós. Eles podem beber água da privada e até comer fezes de outros cães e dificilmente essas práticas nojentas os fazem adoecer. Experimente fazer o mesmo apenas uma vez e você poderá passar incrivelmente mal. No entanto, bastam algumas dezenas de gramas da nossa guloseima favorita para levar um cão ao coma e até mesmo à morte.

O vilão nessa história é um alcalóide derivado do cacau que se chama Teobromina. Essa substância prima da cafeína (ambas são metilxantinas) apresenta conhecido efeito diurético, vasodilatador e estimulante do sistema nervoso central e do coração. E não pense que o Totó precisa engolir um ovo de Páscoa de um quilo para se intoxicar. Embora a literatura informe que são necessários de 100 a 150 gramas de chocolate por quilo de peso do animal para intoxicá-lo gravemente, sintomas como taquicardia, excitação, distensão abdominal, espasmos musculares, vômitos, diarréia, aumento no consumo de água e da temperatura podem surgir com a ingestão de pouco mais da metade dessa quantidade.

A Teobromina é rapidamente absorvida após a ingestão e logo começa a estimular o cérebro e o coração, podendo desencadear arritmias cardíacas no animal. E não pense que somente o coração e o cérebro saem perdendo. Se o cão resolver atacar os chocolates, o pâncreas também poderá sofrer com o alto teor de gorduras da guloseima.

Mas por que o chocolate faz mal para os cães?
O problema vem da não-metabolização da Teobromina no organismo dos cães e dos gatos. Nós humanos conseguimos “quebrar” e excretar a Teobromina, de modo que ela não se acumula no nosso organismo. Nos pets, essa substância se acumula e rapidamente atinge concentrações tóxicas.

Alguns chocolates são piores que outros
O teor de Teobromina varia de acordo com o tipo de chocolate. Se estivermos falando de pós achocolatados, são necessários 600mL de leite com Nescau, Toddy ou similar para intoxicar gravemente um animal com nove quilos. Confira abaixo os teores de Teobromina nos diferentes chocolates:

Chocolate branco: por conter pouquíssimo cacau, apresenta teores vestigiais de Teobromina, sendo o menos tóxico dos chocolates. Mesmo assim não deve ser oferecido, uma vez que é rico em açúcar.

Chocolate ao leite: 100 gramas apresentam 154 miligramas de Teobromina. A dose fatal para um cão com 6 quilos seriam 350 gramas.

Chocolate meio amargo: 100 gramas contêm 528 miligramas de Teobromina. A dose fatal para um cão com 6 quilos seriam 110 gramas.

Chocolate de culinária (aquele usado em bolos e ovos de Páscoa caseiros): 100 gramas contêm 1.365 miligramas de Teobromina. A dose fatal para um cão com 6 quilos seriam meras 35 gramas!

Tratamento
Se você suspeita que seu cachorro ou bichano tenha ingerido quantidades consideráveis de chocolate - calma, aquele confete de M&M caído no chão não conta! - consulte o médico-veterinário. A toxicidade da Teobromina é dose-dependente. Ou seja, depende do teor de Teobromina no chocolate, da quantidade de chocolate ingerida e do porte do animal. Os sintomas aparecem de 6 a 12 horas após a ingestão.

O tratamento da intoxicação por chocolates pode ser complicado. Não existe antídoto. Dependendo dos sintomas que o animal apresentar e do tempo passado desde a ingestão, o veterinário poderá fazer uma lavagem gástrica, infundir fluidos (o “sorinho na veia”) para evitar desidratação por vômitos e/ou diarréia. E poderá administrar eméticos (fármacos que provocam o vômito), carvão ativado, anti-convulsivantes (para animais que apresentem convulsões) e medicações para regular o ritmo cardíaco em caso de arritmias. A meia-vida da Teobromina no organismo dos pets é de 17 horas. Mas ela pode demorar 24 horas ou mais para ser eliminada.

Conclusão
Definitivamente, chocolates e animais de estimação não devem se misturar! Por isso, deixe os ovos de Páscoa, bombons e barras bem longe do alcance dos pets - lembre-se que um gato guloso é capaz de escalar um armário para encontrar chocolates.

Evite oferecer também aqueles “chocolates” próprios para cães, à venda em pet shops. Esse tipo de guloseima não contém Teobromina, mas acaba apresentando o animal a sabores e cheiros muito parecidos com os do chocolate “de gente”. E como você acha que um cão chocólatra se comportará diante de uma cesta de ovinhos de Páscoa?

Prefira petiscos seguros e nutritivos, como esses abaixo, cujas receitas você encontra aqui no Cachorro Verde:

Brownies de Fígado, Bolo de Carne, Biscoitinhos Crocantes de Peru, Casinha Picante de Gengibre e Bolachinhas de Atum

Referências consultadas

* About.com: Veterinary Medicine

* HowStuffWorks

* Hospital Veterinário Principal (Portugal)

* Globo.com (”Consumo de Chocolates pode Matar Cães e Gatos”)

* Saúde Animal

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!

Água de torneira, filtrada ou mineral?

Até agora falamos bastante sobre qualidade dos alimentos, suplementos e nutrientes. Mas e a água que os pets – e nós! - bebemos? Não seria um nutriente também?

Na verdade, não é nenhum exagero afirmar que a água é o nutriente mais importante que existe. Um animal pode sobreviver tendo perdido grande parte de sua gordura ou proteína corporal. Mas a perda de míseros 10% de água é sinônimo de morte, mesmo o corpo dos mamíferos sendo composto por até 80% de H20.

Vejamos algumas funções essenciais que dependem desse aguaceiro:

Regulação da temperatura corporal
Os processos metabólicos que garantem a manutenção do organismo acabam produzindo calor. Esse calor sai do corpo graças à água, através da transpiração (que cães e gatos praticamente não realizam) e evaporação pulmonar, que é o motivo dos pets ficarem de língua de fora nos dias quentes.

Transporte de nutrientes para dentro das células
Depois de digeridos e “quebrados” em partículas cada vez menores pelo trato digestório, os alimentos são reduzidos a nutrientes. A água então leva os nutrientes para as células, onde são transformados em energia e usados, por exemplo, para produção de enzimas e hormônios.

Eliminação de resíduos tóxicos
A água permite que o organismo se livre daquilo que além de não servir para nada pode até fazer mal se ficar retido no corpo. A urina e as fezes são os veículos desses lixos, e ambos contêm o que? Água!

Lubrificação das “peças”
Articulações, fetos, órgãos abdominais e torácicos, o próprio cérebro, os olhos e os ouvidos internos. Todas essas partes são envoltas por – e contêm no seu interior – água.

Não é de surpreender que falemos tão pouco sobre esse líquido precioso?

Pra começar, você saberia dizer de onde vem a água que o organismo utiliza? De fontes externas, principalmente a água de bebida, é a primeira resposta que vem à cabeça. Mas também tem a água produzida pelo metabolismo, através da oxidação dos nutrientes. E não se esqueça da água contida nos alimentos.

Aliás, você que já oferece alimentação natural para o seu pet pode se preocupar menos com a quantidade de água ingerida por ele, uma vez que alimentos in natura contêm até 80% de água.

Nesse artigo discutiremos as principais vantagens e desvantagens de se oferecer ao pet água de torneira, água mineral engarrafada, e água filtrada / purificada em casa.

Água “de torneira”

Em novembro de 2007, o site G1 publicou uma matéria interessante sobre o aumento na procura por filtros e purificadores de água em função da crescente desconfiança com a água que sai das torneiras de nossas casas. Clique aqui para conferir o texto na íntegra.

Mas até que ponto esse pé atrás se justifica?

Primeiro, vamos analisar o lado das estações de tratamento das águas para abastecimento público, caso da Sabesp. A seguir, um trecho da matéria publicada no portal G1. “A Sabesp é obrigada por lei a fazer o controle na água distribuída nas 368 cidades atendidas pela empresa. Cerca de 45 mil amostras são recolhidas no estado durante todo o mês e analisadas em 15 laboratórios. A água precisa seguir um padrão de potabilidade estabelecido pela portaria 518 do Ministério da Saúde, de 25 de março de 2004. Os resultados dos seis parâmetros principais - cor, turbidez, cloro, flúor, coliformes totais e coliformes termotolerantes - são divulgados na conta de água.”

Basicamente, o que estações como a Sabesp a fazem para garantir a potabilidade da água é retirar os sedimentos, acrescentar cloro para matar microorganismos e flúor para (supostamente) evitar cáries dentárias. Entretanto, muitos estudiosos acreditam que esse tratamento é em parte desnecessário, ultrapassado e até prejudicial à saúde.

Mas antes de entrar em detalhes sobre vantagens e desvantagens desse processamento, é importante enfatizar que o estado geral da caixa d´água da residência interfere na qualidade da água. As empresas de saneamento garantem a qualidade da água até o cavalete, que fica próximo ao hidrômetro. A partir daí cabe ao proprietário do imóvel limpar a caixa d água a cada seis meses e mantê-la tampada. No fim da matéria citada há dicas de cuidados com a caixa d’ água.

Todo mundo está careca de saber que a água deve ser cristalina, inodora e insípida. Turbidez, portanto, não é normal e pode ser sinal de excesso de cloro ou de contaminantes. O cloro é adicionado porque protege a água de microorganismos no trajeto até nossas casas. A boa notícia é que quem se preocupa com os efeitos em longo prazo pode remover o cloro usando filtros comuns.

Já o flúor aparentemente só pode ser reduzido ou extraído com filtros mais sofisticados, como os de osmose reversa ou por unidades de destilação. A questão com o flúor é que, ao contrário do cloro, ele não serve para nada. Apesar de ser adicionado à água desde 1974 com objetivo de prevenção de cáries, estudos recentes mostram que só com aplicação tópica – exemplo: escovação dos dentes com creme contendo flúor – é que essa substância rende benefícios. Pior: o flúor é acusado de fazer mal.

Com base em estudos, esse mineral é suspeito de:

- aumentar a incidência de fraturas ósseas;
- se acumular na glândula pineal (localizada no cérebro) reduzindo a produção de um hormônio chamado melatonina;
- danificar o esmalte dentário (fluorose dentária);
- predispor ao osteossarcoma (câncer ósseo);
- predispor a artrites;
- predispor ao hipotireoidismo;
- aumentar a entrada de alumínio no cérebro;
- reduzir a taxa de fertilidade;
- aumentar a entrada de chumbo no sangue;
- ocasionar disfunções renais;
- causar deficiência de vitamina C;
- enfraquecer oo sistema imunológico

Enfim, não deve ser à toa que oito países europeus – Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Holanda, França e Irlanda proíbem a fluoretação das águas de abastecimento público. Leia mais sobre isso aqui e aqui.

Infelizmente, uma infinidade de outros contaminantes pode estar presente na água de torneira. Essas substâncias tóxicas podem se originar: da poluição da fonte de água, do tratamento da água nas estações e das más condições das canalizações e caixa d’ água.

É preciso também ficar de olho no pH da água. Um pH ótimo se situa entre 6.5 e 8.5. Baixo pH indica acidez, que pode resultar em corrosão e dispersão do material dos canos para a água. No Brasil, a maior parte dos canos condutores de água é de PVC, e uma minoria é feita de cobre. Muito melhor do que nos Estados Unidos, onde há muitos canos de chumbo, substância tóxica que vaza para a água.

É complicado descobrir quais são as substâncias presentes na água brasileira. Mas na água norte-americana já foram identificados 2.000 contaminantes. O órgão encarregado dessa fiscalização por lá é o U.S. Environmental Protection Agency. Curiosamente, a agência reconhece 138 substâncias, mas só regula a presença de 87.

Por lá, os contaminantes mais comuns são: chumbo, cádmio, arsênico, inseticidas, nitratos, fungicidas, herbicidas, benzeno, tolueno e dioxina.O problema, segundo médicos como o Dr. Mercola, está na sobrecarga crônica cumulativa causada pela ingestão regular dessas substâncias. Clique aqui para saber quais são os teores máximos de contaminantes segundo os padrões de potabilidade respeitados no Brasil.

Principais contaminantes e seus efeitos deletérios

Microorganismos: a água não é um meio ideal para multiplicação biológica, mas pode transportar protozoários, bactérias e outros microorganismos. Por esse motivo adiciona-se cloro. Contudo, há microorganismos, caso da Giárdia – protozoário causador de diarréias que acomete humanos, cães e gatos – capaz de resistir à cloração.

Cloro livre e seus derivados: eliminam microorganismos e minerais indesejáveis, como ferro e manganês. A cloramina (combinação de clorina mais amônia), em concentrações elevadas leva à metemoglobina (um distúrbio na hemoglobina) e anemia. Em presença de substâncias orgânicas, o cloro pode formar compostos carcinogênicos, como o clorofórmio.

Cobre: advém de canos de cobre corroídos, poluição industrial e agrícola, além do tratamento de algas. Pode causar hemólise (destruição das hemácias) e lesões no fígado.

Bismuto: quando presente em teores elevados leva a quadros neurológicos.

Arsênico: está associado a problemas digestivos, neurológicos e dermatológicos.

Cádmio: carcinogênico, danifica os rins, ossos e pode provocar hipertensão arterial.

Zinco: em excesso, pode causar anemia hemolítica (destruição de células vermelhas), náuseas e vômitos. O acúmulo crônico pode desencadear problemas neurológicos.

Chumbo: quando em excesso, pode persistir com o tratamento da água. Pode ocasionar anemia, anorexia, cólica, fraqueza, dores musculares e articulares e convulsões.

Cálcio: quando presente acima de 80mg/L, causa cefaléia, náuseas, vômitos, olhos vermelhos, hipertensão e convulsões.

Magnésio: associado ao bloqueio da transmissão neuromuscular.

Alumínio: problemas ósseos, anemia e lesão hepática e, nos casos mais severos, quadros neurológicos e problemas renais.

Mercúrio: se acumula no sistema nervoso central, podendo causar tremores e paralisias.

Nitrato: pode levar à metemoglobina em filhotes, e formar compostos carcinogênicos.

Então água de torneira é ruim?

A verdade é que quando falamos em doenças crônicas de causas vagas é muito difícil apontar os culpados com certeza absoluta. Hoje, nós (e nossos pets) estamos expostos a uma infinidade de toxinas vindas da alimentação, dos medicamentos, dos cosméticos, dos poluentes, e, como vimos, até da água. Pouco se estuda sobre esses resíduos, uma vez que os resultados avaliados geralmente são pouco convenientes para as indústrias. E menos ainda – até por questões práticas – se estuda sobre as interações destas substâncias no corpo.

A água que sai de nossas torneiras passou por tratamentos que mudaram muito pouco de décadas para cá. Em função dessa possível defasagem, nossa água pode sim conter contaminantes, muitos dos quais desconhecemos ou não conseguimos identificar e remover. Seja como for, a recomendação de muitos médicos e veterinários holísticos é que se evite beber água de torneira. A idéia é reduzir ao máximo a ingestão de toxinas.

E a melhor forma de fazer isso é adquirindo um bom filtro. De preferência um modelo específico.

Filtros

Antes de qualquer coisa, conforme comentamos antes, cuide de sua caixa d’ água. A caixa está OK? Solicite um exame recente da qualidade de sua água realizado pelo órgão responsável de sua região, ou agende uma visita com fiscal do departamento local responsável para análise in loco da sua água de torneira.

É importante identificar o que não está legal na sua água. Pouca gente sabe disso, mas o sucesso na escolha do filtro ou purificador certo depende das características químicas particulares da água em questão. Se o problema da sua água é excesso de cobre, por exemplo, é preciso achar um filtro que remova esse metal. Filtro perfeito, definitivo, ainda não inventaram.

Alguns exemplos de filtros e suas indicações

Filtro particulado
Também chamado de filtro mecânico ou unidade de micro filtração, filtra até grãos de areia e até algumas bactérias e patógenos, como a Giardia duodenalis e o Cryptosporidium ssp. Mas não conte com esse filtro para desinfetar água com intensa contaminação por bactérias ou vírus. Para casos assim, é melhor trabalhar em combinação com filtros de carbono adsortivo.

Filtro de osmose reversa
Em geral, removem minerais difíceis, como flúor, mas não são nada econômicos. Para produzir um litro de água purificada, eles desperdiçam a mesma quantidade – um litro – que vai embora como esgoto. Geralmente é um aparelho caro e grande, que ocupa um certo espaço na cozinha. Clique aqui para entender como funciona esse filtro.

Cuidados com a água filtrada
A água filtrada deixa de ter os desinfetantes que previnem a proliferação de microorganismos. Por isso, mantenha-a na geladeira. E não espere muito tempo para bebê-la. Se for usar água filtrada para abastecer as vasilhas dos pets - o que é altamente recomendável -, troque-a duas vezes ao dia ou no mínimo uma vez.

Lembre-se de trocar os filtros conforme as recomendações do fabricante. Um filtro de água em mau estado pode até piorar a qualidade da água de torneira. Um gosto de cloro denuncia que é hora de chamar o pessoal da manutenção.

E água destilada?

Esse é um assunto ainda envolto em polêmica. Segundo definição do Wikipédia:”Água destilada é água que foi obtida através da destilação de água não pura, ou seja, que contém outras substâncias dissolvidas. Enquanto que a água que bebemos é, em termos gerais, uma solução, a água destilada é, em princípio, uma substância pura. É a água utilizada em laboratório ou industrialmente, sendo também utilizada nas baterias dos automóveis e nos ferros de “engomar” a vapor . Contém unicamente moléculas de água (constituídas pelos elementos oxigênio e hidrogênio).”

Nos países asiáticos essa água já é comercializada para consumo humano, e muitos médicos e veterinários defendem seu uso como forma de controlar a formação de cálculos urinários. Aparentemente, a água destilada não “rouba” minerais importantes do organismo, como se supunha, e ainda que o fizesse os minerais da alimentação reporiam essa perda. Mas alguns médicos, caso do Dr. Mercola, estão convencidos de que beber água destilada faz mal.

Sua acidez anormal já seria o bastante para contra-indicá-la, segundo esse médico. Mas repare nas figuras abaixo. Usando microscópio de campo escuro, os cientistas registraram o momento em que a água passa do estado líquido para o sólido. Só que enquanto o complexo e belo arranjo da direita, retrata água pura; o borrão da esquerda representa água destilada. Os motivos por trás desse fenômeno e as implicações na qualidade original da água estão tirando o sono de muitos cientistas. Clique aqui para ler mais (tem que fazer cadastro, mas vale a pena!)


Fonte: site www.mercola.com

E a água mineral engarrafada?

Vimos que a água de torneira pode conter uma série de contaminantes e que ter um bom filtro específico em casa é a única maneira de tornar a água mais segura. Mas o que dizer da água mineral de garrafinha, aquela que todos compramos a todo o momento? E quanto aos galões de água mineral que compramos nos supermercados? Será que vale a pena beber e oferecer essa água ao pet?

Ainda citando o artigo publicado no portal G1 : “O comércio de água mineral saltou de 1,5 bilhão de litros em 1995 para 6,2 bilhões de litros em 2006 - ou cerca de 313%. A indústria de água mineral espera que o consumo alcance 6,7 bilhões de litros este ano.”


Entenda porque garrafas de inox - e não de plástico - são melhores.

OK, percebe-se o quão lucrativa essa indústria vem se tornando. Mas o consumo de água mineral não é nem de longe a maravilha que parece. Veja abaixo algumas informações interessantes divulgadas em diversos sites em inglês.

* Engana-se quem acredita nos rótulos de água mineral que aludem a fontes cristalinas descendo idilicamente por colinas. Fato é que até 40% de todas as águas minerais são na verdade água de torneira filtrada ou purificada! Um exemplo é a Aquafina, água mineral da Pepsi, que nos Estados Unidos todo mundo sabe se tratar de água de torneira purificada.

* Tendo o cenário norte-americano em mente, em 2005 o consumidor pagou 240 a 10.000 vezes mais pelo galão de água mineral do que pela mesma quantidade de água de torneira!

* As grandes companhias de bebidas freqüentemente retiram água de fontes municipais ou subterrâneas das quais muitas comunidades usufruem.

* A produção de garrafas plásticas consome energia e emite poluentes. O transporte dessas garrafas pelas estradas emite dióxido de carbono na atmosfera. Ainda nos Estados Unidos, cerca de apenas 15% das garrafas vai para reciclagem.

* A produção de garrafas plásticas consome mais de 17 milhões de barris de petróleo, o suficiente para abastecer um milhão de carros.

* O FDA (Food and Drug Administration), órgão que regula fármacos e alimentos nos Estados Unidos, verifica a qualidade de apenas 30 a 40% de todas as marcas de água mineral vendidas nesse país.

* Ainda nos EUA, o The Natural Resources Defense Council realizou um estudo com mil garrafas de água mineral de 103 marcas diferentes para verificar níveis de contaminantes. Um quarto das marcas continha contaminação bacteriana ou química a níveis que violavam os valores máximos permitidos.

* Recipientes plásticos para alimentos e garrafas pet podem liberar substâncias tóxicas. Uma delas é o ftalato (phthalates), usado para amaciar plásticos, e associado a disfunções endócrinas, problemas reprodutivos, câncer e outros distúrbios.

Conclusão

Pensando na saúde do seu pet e da sua família, bem como no meio ambiente, a melhor opção ainda é cuidar da caixa d’água e filtrar a água que você recebe em casa. Desse modo você:

* Se protege do cloro e da maioria dos contaminantes;
* Gasta menos. Sim, a economia nesse caso é em médio prazo. Mas mesmo assim vale muito a pena. Faça as contas!
* Não contribui com a poluição do meio ambiente, favorecida pelo processamento de água mineral;
* Não se engana comprando gato por lebre e, principalmente, não intoxica a saúde com ftalatos e outras substâncias tóxicas.

Dicas finais

- Vai passear com o amigão? Em vez de garrafas pet, leve garrafas reutilizáveis de inox ou de alumínio. Elas são mais seguras para a saúde e não poluem o ambiente.

- Na hora de comprar água mineral engarrafada, evite comprar o galão de PVC (aquele de plástico fosco, não-transparente). Galões desse tipo liberam mais substâncias químicas na água. Prefira os feitos de plástico transparente (polietileno) que são mais seguros e interferem menos no gosto da água.

- Salvo em caso de insolação, evite oferecer ao pet água gelada. Estudos sugerem que o consumo regular de água gelada pode alterar o pH normal da boca, predispondo a aftas; além de reduzir momentaneamente o fluxo sangüíneo das superfícies da boca, faringe, laringe, esôfago e estômago.

- Caso precise beber água da torneira, simplesmente abra a torneira e deixe a água correr um pouco, até sair mais fria. Fazendo isso você despreza a água que estava “parada” nos canos da casa.

- Mantenha a vasilha de água do pet sempre limpa. Troque a água no mínimo uma vez ao dia, lavando o recipiente.

- Você mora em casa e seu cão dorme para fora? Retire as tigelas de água durante à noite para evitar que ratos bebam e urinem na água. Assim reduz-se o risco de leptospirose.

- Para estimular que o cão ou gato beba mais água, o que é altamente benéfico para o trato urinário, mantenha duas ou mais tigelas de água em cantos diferentes da casa.

- Mantenha água sempre disponível para evitar que o animal procure fontes possivelmente contaminadas.

- Clique aqui para ler um artigo sobre como escolher tigelas de água e de comida que não fazem mal à saúde do cão ou gato.


Outra fonte de água de qualidade duvidosa…rs

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!

Água de torneira, filtrada ou mineral?

Até agora falamos bastante sobre qualidade dos alimentos, suplementos e nutrientes. Mas e a água que os pets – e nós! - bebemos? Não seria um nutriente também?

Na verdade, não é nenhum exagero afirmar que a água é o nutriente mais importante que existe. Um animal pode sobreviver tendo perdido grande parte de sua gordura ou proteína corporal. Mas a perda de míseros 10% de água é sinônimo de morte, mesmo o corpo dos mamíferos sendo composto por até 80% de H20.

Vejamos algumas funções essenciais que dependem desse aguaceiro:

Regulação da temperatura corporal
Os processos metabólicos que garantem a manutenção do organismo acabam produzindo calor. Esse calor sai do corpo graças à água, através da transpiração (que cães e gatos praticamente não realizam) e evaporação pulmonar, que é o motivo dos pets ficarem de língua de fora nos dias quentes.

Transporte de nutrientes para dentro das células
Depois de digeridos e “quebrados” em partículas cada vez menores pelo trato digestório, os alimentos são reduzidos a nutrientes. A água então leva os nutrientes para as células, onde são transformados em energia e usados, por exemplo, para produção de enzimas e hormônios.

Eliminação de resíduos tóxicos
A água permite que o organismo se livre daquilo que além de não servir para nada pode até fazer mal se ficar retido no corpo. A urina e as fezes são os veículos desses lixos, e ambos contêm o que? Água!

Lubrificação das “peças”
Articulações, fetos, órgãos abdominais e torácicos, o próprio cérebro, os olhos e os ouvidos internos. Todas essas partes são envoltas por – e contêm no seu interior – água.

Não é de surpreender que falemos tão pouco sobre esse líquido precioso?

Pra começar, você saberia dizer de onde vem a água que o organismo utiliza? De fontes externas, principalmente a água de bebida, é a primeira resposta que vem à cabeça. Mas também tem a água produzida pelo metabolismo, através da oxidação dos nutrientes. E não se esqueça da água contida nos alimentos.

Aliás, você que já oferece alimentação natural para o seu pet pode se preocupar menos com a quantidade de água ingerida por ele, uma vez que alimentos in natura contêm até 80% de água.

Nesse artigo discutiremos as principais vantagens e desvantagens de se oferecer ao pet água de torneira, água mineral engarrafada, e água filtrada / purificada em casa.

Água “de torneira”

Em novembro de 2007, o site G1 publicou uma matéria interessante sobre o aumento na procura por filtros e purificadores de água em função da crescente desconfiança com a água que sai das torneiras de nossas casas. Clique aqui para conferir o texto na íntegra.

Mas até que ponto esse pé atrás se justifica?

Primeiro, vamos analisar o lado das estações de tratamento das águas para abastecimento público, caso da Sabesp. A seguir, um trecho da matéria publicada no portal G1. “A Sabesp é obrigada por lei a fazer o controle na água distribuída nas 368 cidades atendidas pela empresa. Cerca de 45 mil amostras são recolhidas no estado durante todo o mês e analisadas em 15 laboratórios. A água precisa seguir um padrão de potabilidade estabelecido pela portaria 518 do Ministério da Saúde, de 25 de março de 2004. Os resultados dos seis parâmetros principais - cor, turbidez, cloro, flúor, coliformes totais e coliformes termotolerantes - são divulgados na conta de água.”

Basicamente, o que estações como a Sabesp a fazem para garantir a potabilidade da água é retirar os sedimentos, acrescentar cloro para matar microorganismos e flúor para (supostamente) evitar cáries dentárias. Entretanto, muitos estudiosos acreditam que esse tratamento é em parte desnecessário, ultrapassado e até prejudicial à saúde.

Mas antes de entrar em detalhes sobre vantagens e desvantagens desse processamento, é importante enfatizar que o estado geral da caixa d´água da residência interfere na qualidade da água. As empresas de saneamento garantem a qualidade da água até o cavalete, que fica próximo ao hidrômetro. A partir daí cabe ao proprietário do imóvel limpar a caixa d água a cada seis meses e mantê-la tampada. No fim da matéria citada há dicas de cuidados com a caixa d’ água.

Todo mundo está careca de saber que a água deve ser cristalina, inodora e insípida. Turbidez, portanto, não é normal e pode ser sinal de excesso de cloro ou de contaminantes. O cloro é adicionado porque protege a água de microorganismos no trajeto até nossas casas. A boa notícia é que quem se preocupa com os efeitos em longo prazo pode remover o cloro usando filtros comuns.

Já o flúor aparentemente só pode ser reduzido ou extraído com filtros mais sofisticados, como os de osmose reversa ou por unidades de destilação. A questão com o flúor é que, ao contrário do cloro, ele não serve para nada. Apesar de ser adicionado à água desde 1974 com objetivo de prevenção de cáries, estudos recentes mostram que só com aplicação tópica – exemplo: escovação dos dentes com creme contendo flúor – é que essa substância rende benefícios. Pior: o flúor é acusado de fazer mal.

Com base em estudos, esse mineral é suspeito de:

- aumentar a incidência de fraturas ósseas;
- se acumular na glândula pineal (localizada no cérebro) reduzindo a produção de um hormônio chamado melatonina;
- danificar o esmalte dentário (fluorose dentária);
- predispor ao osteossarcoma (câncer ósseo);
- predispor a artrites;
- predispor ao hipotireoidismo;
- aumentar a entrada de alumínio no cérebro;
- reduzir a taxa de fertilidade;
- aumentar a entrada de chumbo no sangue;
- ocasionar disfunções renais;
- causar deficiência de vitamina C;
- enfraquecer oo sistema imunológico

Enfim, não deve ser à toa que oito países europeus – Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Holanda, França e Irlanda proíbem a fluoretação das águas de abastecimento público. Leia mais sobre isso aqui e aqui.

Infelizmente, uma infinidade de outros contaminantes pode estar presente na água de torneira. Essas substâncias tóxicas podem se originar: da poluição da fonte de água, do tratamento da água nas estações e das más condições das canalizações e caixa d’ água.

É preciso também ficar de olho no pH da água. Um pH ótimo se situa entre 6.5 e 8.5. Baixo pH indica acidez, que pode resultar em corrosão e dispersão do material dos canos para a água. No Brasil, a maior parte dos canos condutores de água é de PVC, e uma minoria é feita de cobre. Muito melhor do que nos Estados Unidos, onde há muitos canos de chumbo, substância tóxica que vaza para a água.

É complicado descobrir quais são as substâncias presentes na água brasileira. Mas na água norte-americana já foram identificados 2.000 contaminantes. O órgão encarregado dessa fiscalização por lá é o U.S. Environmental Protection Agency. Curiosamente, a agência reconhece 138 substâncias, mas só regula a presença de 87.

Por lá, os contaminantes mais comuns são: chumbo, cádmio, arsênico, inseticidas, nitratos, fungicidas, herbicidas, benzeno, tolueno e dioxina.O problema, segundo médicos como o Dr. Mercola, está na sobrecarga crônica cumulativa causada pela ingestão regular dessas substâncias. Clique aqui para saber quais são os teores máximos de contaminantes segundo os padrões de potabilidade respeitados no Brasil.

Principais contaminantes e seus efeitos deletérios

Microorganismos: a água não é um meio ideal para multiplicação biológica, mas pode transportar protozoários, bactérias e outros microorganismos. Por esse motivo adiciona-se cloro. Contudo, há microorganismos, caso da Giárdia – protozoário causador de diarréias que acomete humanos, cães e gatos – capaz de resistir à cloração.

Cloro livre e seus derivados: eliminam microorganismos e minerais indesejáveis, como ferro e manganês. A cloramina (combinação de clorina mais amônia), em concentrações elevadas leva à metemoglobina (um distúrbio na hemoglobina) e anemia. Em presença de substâncias orgânicas, o cloro pode formar compostos carcinogênicos, como o clorofórmio.

Cobre: advém de canos de cobre corroídos, poluição industrial e agrícola, além do tratamento de algas. Pode causar hemólise (destruição das hemácias) e lesões no fígado.

Bismuto: quando presente em teores elevados leva a quadros neurológicos.

Arsênico: está associado a problemas digestivos, neurológicos e dermatológicos.

Cádmio: carcinogênico, danifica os rins, ossos e pode provocar hipertensão arterial.

Zinco: em excesso, pode causar anemia hemolítica (destruição de células vermelhas), náuseas e vômitos. O acúmulo crônico pode desencadear problemas neurológicos.

Chumbo: quando em excesso, pode persistir com o tratamento da água. Pode ocasionar anemia, anorexia, cólica, fraqueza, dores musculares e articulares e convulsões.

Cálcio: quando presente acima de 80mg/L, causa cefaléia, náuseas, vômitos, olhos vermelhos, hipertensão e convulsões.

Magnésio: associado ao bloqueio da transmissão neuromuscular.

Alumínio: problemas ósseos, anemia e lesão hepática e, nos casos mais severos, quadros neurológicos e problemas renais.

Mercúrio: se acumula no sistema nervoso central, podendo causar tremores e paralisias.

Nitrato: pode levar à metemoglobina em filhotes, e formar compostos carcinogênicos.

Então água de torneira é ruim?

A verdade é que quando falamos em doenças crônicas de causas vagas é muito difícil apontar os culpados com certeza absoluta. Hoje, nós (e nossos pets) estamos expostos a uma infinidade de toxinas vindas da alimentação, dos medicamentos, dos cosméticos, dos poluentes, e, como vimos, até da água. Pouco se estuda sobre esses resíduos, uma vez que os resultados avaliados geralmente são pouco convenientes para as indústrias. E menos ainda – até por questões práticas – se estuda sobre as interações destas substâncias no corpo.

A água que sai de nossas torneiras passou por tratamentos que mudaram muito pouco de décadas para cá. Em função dessa possível defasagem, nossa água pode sim conter contaminantes, muitos dos quais desconhecemos ou não conseguimos identificar e remover. Seja como for, a recomendação de muitos médicos e veterinários holísticos é que se evite beber água de torneira. A idéia é reduzir ao máximo a ingestão de toxinas.

E a melhor forma de fazer isso é adquirindo um bom filtro. De preferência um modelo específico.

Filtros

Antes de qualquer coisa, conforme comentamos antes, cuide de sua caixa d’ água. A caixa está OK? Solicite um exame recente da qualidade de sua água realizado pelo órgão responsável de sua região, ou agende uma visita com fiscal do departamento local responsável para análise in loco da sua água de torneira.

É importante identificar o que não está legal na sua água. Pouca gente sabe disso, mas o sucesso na escolha do filtro ou purificador certo depende das características químicas particulares da água em questão. Se o problema da sua água é excesso de cobre, por exemplo, é preciso achar um filtro que remova esse metal. Filtro perfeito, definitivo, ainda não inventaram.

Alguns exemplos de filtros e suas indicações

Filtro particulado
Também chamado de filtro mecânico ou unidade de micro filtração, filtra até grãos de areia e até algumas bactérias e patógenos, como a Giardia duodenalis e o Cryptosporidium ssp. Mas não conte com esse filtro para desinfetar água com intensa contaminação por bactérias ou vírus. Para casos assim, é melhor trabalhar em combinação com filtros de carbono adsortivo.

Filtro de osmose reversa
Em geral, removem minerais difíceis, como flúor, mas não são nada econômicos. Para produzir um litro de água purificada, eles desperdiçam a mesma quantidade – um litro – que vai embora como esgoto. Geralmente é um aparelho caro e grande, que ocupa um certo espaço na cozinha. Clique aqui para entender como funciona esse filtro.

Cuidados com a água filtrada
A água filtrada deixa de ter os desinfetantes que previnem a proliferação de microorganismos. Por isso, mantenha-a na geladeira. E não espere muito tempo para bebê-la. Se for usar água filtrada para abastecer as vasilhas dos pets - o que é altamente recomendável -, troque-a duas vezes ao dia ou no mínimo uma vez.

Lembre-se de trocar os filtros conforme as recomendações do fabricante. Um filtro de água em mau estado pode até piorar a qualidade da água de torneira. Um gosto de cloro denuncia que é hora de chamar o pessoal da manutenção.

E água destilada?

Esse é um assunto ainda envolto em polêmica. Segundo definição do Wikipédia:”Água destilada é água que foi obtida através da destilação de água não pura, ou seja, que contém outras substâncias dissolvidas. Enquanto que a água que bebemos é, em termos gerais, uma solução, a água destilada é, em princípio, uma substância pura. É a água utilizada em laboratório ou industrialmente, sendo também utilizada nas baterias dos automóveis e nos ferros de “engomar” a vapor . Contém unicamente moléculas de água (constituídas pelos elementos oxigênio e hidrogênio).”

Nos países asiáticos essa água já é comercializada para consumo humano, e muitos médicos e veterinários defendem seu uso como forma de controlar a formação de cálculos urinários. Aparentemente, a água destilada não “rouba” minerais importantes do organismo, como se supunha, e ainda que o fizesse os minerais da alimentação reporiam essa perda. Mas alguns médicos, caso do Dr. Mercola, estão convencidos de que beber água destilada faz mal.

Sua acidez anormal já seria o bastante para contra-indicá-la, segundo esse médico. Mas repare nas figuras abaixo. Usando microscópio de campo escuro, os cientistas registraram o momento em que a água passa do estado líquido para o sólido. Só que enquanto o complexo e belo arranjo da direita, retrata água pura; o borrão da esquerda representa água destilada. Os motivos por trás desse fenômeno e as implicações na qualidade original da água estão tirando o sono de muitos cientistas. Clique aqui para ler mais (tem que fazer cadastro, mas vale a pena!)


Fonte: site www.mercola.com

E a água mineral engarrafada?

Vimos que a água de torneira pode conter uma série de contaminantes e que ter um bom filtro específico em casa é a única maneira de tornar a água mais segura. Mas o que dizer da água mineral de garrafinha, aquela que todos compramos a todo o momento? E quanto aos galões de água mineral que compramos nos supermercados? Será que vale a pena beber e oferecer essa água ao pet?

Ainda citando o artigo publicado no portal G1 : “O comércio de água mineral saltou de 1,5 bilhão de litros em 1995 para 6,2 bilhões de litros em 2006 - ou cerca de 313%. A indústria de água mineral espera que o consumo alcance 6,7 bilhões de litros este ano.”


Entenda porque garrafas de inox - e não de plástico - são melhores.

OK, percebe-se o quão lucrativa essa indústria vem se tornando. Mas o consumo de água mineral não é nem de longe a maravilha que parece. Veja abaixo algumas informações interessantes divulgadas em diversos sites em inglês.

* Engana-se quem acredita nos rótulos de água mineral que aludem a fontes cristalinas descendo idilicamente por colinas. Fato é que até 40% de todas as águas minerais são na verdade água de torneira filtrada ou purificada! Um exemplo é a Aquafina, água mineral da Pepsi, que nos Estados Unidos todo mundo sabe se tratar de água de torneira purificada.

* Tendo o cenário norte-americano em mente, em 2005 o consumidor pagou 240 a 10.000 vezes mais pelo galão de água mineral do que pela mesma quantidade de água de torneira!

* As grandes companhias de bebidas freqüentemente retiram água de fontes municipais ou subterrâneas das quais muitas comunidades usufruem.

* A produção de garrafas plásticas consome energia e emite poluentes. O transporte dessas garrafas pelas estradas emite dióxido de carbono na atmosfera. Ainda nos Estados Unidos, cerca de apenas 15% das garrafas vai para reciclagem.

* A produção de garrafas plásticas consome mais de 17 milhões de barris de petróleo, o suficiente para abastecer um milhão de carros.

* O FDA (Food and Drug Administration), órgão que regula fármacos e alimentos nos Estados Unidos, verifica a qualidade de apenas 30 a 40% de todas as marcas de água mineral vendidas nesse país.

* Ainda nos EUA, o The Natural Resources Defense Council realizou um estudo com mil garrafas de água mineral de 103 marcas diferentes para verificar níveis de contaminantes. Um quarto das marcas continha contaminação bacteriana ou química a níveis que violavam os valores máximos permitidos.

* Recipientes plásticos para alimentos e garrafas pet podem liberar substâncias tóxicas. Uma delas é o ftalato (phthalates), usado para amaciar plásticos, e associado a disfunções endócrinas, problemas reprodutivos, câncer e outros distúrbios.

Conclusão

Pensando na saúde do seu pet e da sua família, bem como no meio ambiente, a melhor opção ainda é cuidar da caixa d’água e filtrar a água que você recebe em casa. Desse modo você:

* Se protege do cloro e da maioria dos contaminantes;
* Gasta menos. Sim, a economia nesse caso é em médio prazo. Mas mesmo assim vale muito a pena. Faça as contas!
* Não contribui com a poluição do meio ambiente, favorecida pelo processamento de água mineral;
* Não se engana comprando gato por lebre e, principalmente, não intoxica a saúde com ftalatos e outras substâncias tóxicas.

Dicas finais

- Vai passear com o amigão? Em vez de garrafas pet, leve garrafas reutilizáveis de inox ou de alumínio. Elas são mais seguras para a saúde e não poluem o ambiente.

- Na hora de comprar água mineral engarrafada, evite comprar o galão de PVC (aquele de plástico fosco, não-transparente). Galões desse tipo liberam mais substâncias químicas na água. Prefira os feitos de plástico transparente (polietileno) que são mais seguros e interferem menos no gosto da água.

- Salvo em caso de insolação, evite oferecer ao pet água gelada. Estudos sugerem que o consumo regular de água gelada pode alterar o pH normal da boca, predispondo a aftas; além de reduzir momentaneamente o fluxo sangüíneo das superfícies da boca, faringe, laringe, esôfago e estômago.

- Caso precise beber água da torneira, simplesmente abra a torneira e deixe a água correr um pouco, até sair mais fria. Fazendo isso você despreza a água que estava “parada” nos canos da casa.

- Mantenha a vasilha de água do pet sempre limpa. Troque a água no mínimo uma vez ao dia, lavando o recipiente.

- Você mora em casa e seu cão dorme para fora? Retire as tigelas de água durante à noite para evitar que ratos bebam e urinem na água. Assim reduz-se o risco de leptospirose.

- Para estimular que o cão ou gato beba mais água, o que é altamente benéfico para o trato urinário, mantenha duas ou mais tigelas de água em cantos diferentes da casa.

- Mantenha água sempre disponível para evitar que o animal procure fontes possivelmente contaminadas.

- Clique aqui para ler um artigo sobre como escolher tigelas de água e de comida que não fazem mal à saúde do cão ou gato.


Outra fonte de água de qualidade duvidosa…rs

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!

Alergia x Dieta Natural



Meu cão ou gato tem alergia. Ele pode receber essa dieta?

Em princípio, sim. Muitos donos de pets alérgicos têm relatado significativa melhora do quadro de coceiras e de lesões de pele algum tempo após a introdução de uma dieta natural e variada. O grau de melhora pode depender da causa da alergia - picada de insetos, atopia (pólen, ácaros, etc), alimentos, etc. De qualquer maneira, está provado que uma dieta fresca e variada pode fortalecer a imunidade natural, o que ajuda a combater qualquer forma de alergia e de lesão.

Entretanto, se a alergia de seu animal for de fundo alimentar, será preciso descobrir a que alimento(s) ele tem alergia antes de introduzir as sugestões de dieta oferecidas pelo site. Alguns pets podem apresentar alergia a frango, outros a peixes, outros a ovos, a grãos, etc; e alguns cardápios sugeridos por nós contêm todos esses alimentos. Muitas vezes, no entanto, o animal é alérgico aos aditivos (conservante, palatabilizantes, corante) da ração que ele vinha recebendo antes, e não a algum ingrediente (frango, arroz) daquela dieta. Isso talvez explique porque alguns cães e gatos que eram suspeitos de ser alérgicos ao frango contido na alimentação anterior, não apresentaram alergia ao comer as peças de frango in natura.

Em outras circunstâncias o pet pode ser alérgico aos resíduos agriculturais ou agropecuários presentes em certos alimentos não-orgânicos. Nossa Golden Retriever é um bom exemplo. As coceiras que ela tem por todo o corpo diminuem consideravelmente quando trocamos o frango comum de sua dieta por frango caipira ou orgânico. Para saber se um ou mais alimentos da dieta natural desencadeiam alergias em seu animal, sugerimos que você siga as orientações de nosso guia de introdução da alimentação natural.

Esse estudo traz um texto interessante sobre hipersensibilidade alimentar em cães e sobre como instituir uma dieta de eliminação para identificar o alimento suspeito de provocar alergias. A instituição de uma dieta de eliminação é a única maneira de descobrir a que alimentos os pets são alérgicos. Repasse-o ao seu médico-veterinário para auxiliar no caso.

É importante enfatizar que alguns cães e gatos mais sensíveis podem apresentar reações similares a uma alergia durante o período de adaptação à nova dieta. Um quadro súbito de coceiras e/ou de outros sintomas como descamação da pele, maior eliminação de pêlos, mau hálito e fezes amolecidas, durante a primeira semana de dieta natural pode ser sinal de um “processo de desintoxicação” benéfico segundo autores das dietas naturais. No entanto, se os sintomas se agravarem ou persistirem por mais de uma semana, o médico-veterinário deve ser consultado, e a causa, investigada.

Em caso confirmado de alergia alimentar, a composição da dieta deve ser alterada. Isso é perfeitamente possível com a Alimentação Natural. Basta substituir um tipo de alimento por outro (ex: frango por peru, por coelho, ou por carne bovina, etc).

Também sugerimos que você procure um bom médico-veterinário homeopata. A Homeopatia é uma terapia de baixo custo que não intoxica o animal e que ajuda a reequilibrar o organismo como um todo. Muitos problemas de saúde de nossos pets, incluindo alergias, foram controlados com sucesso com remédios homeopáticos. Consulte nossa página sobre Homeopatia e leia sobre a aplicação dessa medicina para alergias e outros quadros crônicos.

Só para resumir os pontos-chave:

Se você tem um cão alérgico e quer passá-lo para a alimentação natural:

1. Com acompanhamento de um médico-veterinário atualizado e com experiência em casos de Dermatologia, diagnostique o tipo de alergia.
2. Foi feito o diagnóstico de DAPE (Dermatite Alérgica a Picada de Ectoparasitos)? Pode oferecer a dieta natural normalmente - a alergia de seu pet não é alimentar.
3. Você instituiu uma dieta de eliminação por 45 dias e descobriu se tratar de hipersensibilidade alimentar? Ainda com ajuda do veterinário, será preciso reintroduzir, um a um, cada alimento oferecido anteriormente, com uma semana para cada novo alimento, até detectar a qual alimento o pet apresenta alergia. Descobriu? Formule uma dieta caseira sem esse alimento.
4. Foi feito o diagnóstico de atopia? Seu pet é alérgico a substâncias inaláveis do ambiente, como pólen, ácaros e poeira. Mas, até segunda ordem, pode receber Alimentação Natural.
5. Em todos os casos, se possível, consulte também um bom veterinário homeopata!

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!

Fonte: http://www.cachorroverde.com.br

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Castração

A castração é um assunto que está em alta nos dias de hoje. Veículos de mídia e médicos-veterinários, quase sem exceção, recomendam essa cirurgia sem reservas, listando uma infinidade de vantagens. Por trás dessa campanha em massa há uma justificativa real: a superpopulação de cães e gatos sem donos. Não devemos fechar os olhos para essa realidade. Milhares de cães e gatos abandonados, famintos e doentes perambulam pelas ruas, frutos de acasalamentos indiscriminados. A grande maioria desses animais não consegue ser adotada e acaba à própria sorte, ou é eutanasiada (“sacrificada”).

Entretanto, partindo do princípio de que você será um dono consciente, que jamais abandonará seu cão e que não promoverá acasalamentos irresponsáveis, a decisão de castrar ou não o seu cão depende também de outros fatores. É preciso entender que a castração, apesar de muito rotineira, é um procedimento cirúrgico definitivo, que implica na retirada de órgãos – os testículos do macho; o útero e os ovários da fêmea. Como tudo na vida, a castração tem dois lado: o positivo e o negativo. Por isso, em vez de recomendar o genérico “castre, logo!”, preferimos que você mesmo pese os prós e os contras e decida se a castração é a melhor opção para o caso individual do seu cão.

Prós da castração de cadelas

  • Se feita em qualquer idade, a castração evita terminantemente a ocorrência da piometra, infecção uterina que acomete uma grande porcentagem de cadelas. A piometra costuma acontecer depois de alguns cios e, se não for diagnosticada a tempo, pode levar a fêmea à morte.
  • Se feita após o 1º cio a castração evita em mais de 90% o aparecimento de tumores mamários (extremamente comuns em cadelas). Entretanto, se realizada até os 2.5 anos de idade ainda traz grandes benefícios em relação a redução de incidência desses tumores.
  • Se feita em qualquer idade, a castração evita terminantemente o aparecimento de tumores uterinos e ovarianos (pouco comuns em cadelas).
  • Evita acasalamentos indesejáveis em qualquer dos casos abaixo:
    a-) Você tem macho e fêmea em casa
    b-) Você possui cães sem pedigree
    c-) Seus cães apresentam parentesco entre si;
    d-) Seus cães apresentam desvios do padrão da raça ou doença de herança genética;
    f-) Você não quer ou não tem condições de cuidar de uma cadela gestante e dos filhotes até que todos sejam vendidos ou doados.
    g-) Sua cadela teve eclâmpsia na última gestação (ela provavelmente a terá na próxima vez)
  • Evita a presença de cães machos no seu portão, uma vez que não mais haverá o odor de fêmea no cio.
  • Evita terminantemente que a cadela atleta (praticante de agility, flyball, etc) ou que acompanha frequentemente o dono em viagens, deixe de desempenhar essas atividades em função de estar no cio.
  • Evita terminantemente o incômodo do cio das fêmeas. Se você se incomoda com o sangramento e as alterações de comportamento de fêmeas no cio a castração é uma excelente opção para esse caso. Fêmeas de Golden frequentemente apresentam bastante sangamento e cios longos, algumas vezes com mais de um mês de duração.
  • Elimina a queda de pêlos ocasionada pelo cio e reduz a troca de pelagem sazonal.
  • Reduz o risco de fístulas (feridas) perianais (próximos do ânus).
  • Evita a pseudociese (gravidez psicológica), condição ligada aos hormônios sexuais.

Contras da castração de cadelas

  • Aumenta a predisposição à obesidade. Se optar pela castração, assegure-se de oferecer bastante atividade física e alimentação com teor calórico moderado para evitar a obesidade e suas complicações.
  • Algumas cadelas se tornam um pouco irritadiças com outros cães.
  • Algumas cadelas se tornam menos ativas.
  • Em algumas raças, a castração altera a textura da pelagem, favorecendo o re-aparecimento do lanugo (pêlo de filhote).
  • Se realizada antes do 1º cio, a castração pode predispor a episódios repetidos de cistite (inflamação da bexiga / infecção urinária) e vaginite.
  • Se realizada antes do 1º cio, a castração pode alterar a aparência da cadela quando adulta, podendo torná-la um pouco mais alta e estreita, com menor massa muscular.
  • A castração pode deixar algumas cadelas com incontinência urinária. Esse quadro é ainda mais comum nas fêmeas castradas muito precocemente.
  • Uma cirurgia de castração realizada com pressa ou por um cirurgião inexperiente pode resultar em danos renais.
  • Uma cirurgia de castração realizada com anestésico de segurança questionável (em geral, em cirurgias muito baratas) pode lesionar o fígado.
  • Se realizada antes de um ano de idade, aumenta o risco de osteossarcoma (câncer ósseo).
  • Aumenta os riscos de hipotireoidismo (uma disfunção da glândula tireóide).
  • É pouco eficiente como medida para tornar uma cadela hiperativa mais calma.
  • É pouco eficiente como medida para tornar uma cadela agressiva mais mansa.

Prós da castração de machos

  • Elimina completamente o pequeno risco de câncer testicular.
  • Reduz o risco de doenças prostáticas não-cancerígenas.
  • Reduz o risco de aparecerem fístulas (feridas) perianais (na região próxima ao ânus).
  • Pode reduzir o risco de diabetes.
  • Se feita precocemente, pode evitar que se torne agressivo com outros machos.
  • Se feita precocemente, pode evitar que apresente comportamento sexual indesejável, como montar em pernas, montar em almofadas, etc.
  • Se feita precocemente, pode evitar a demarcação de território com urina.
  • Se feita precocemente, pode evitar fugas motivadas pelo desejo de acasalar.
  • Se feita precocemente, evita que cães de trabalho sejam distraídos por odores e outros estímulos produzidos por cadelas no cio.
  • Pode reduzir o volume de queda das trocas de pelo sazonais.
  • Evita acasalamentos indesejáveis em qualquer dos casos abaixo:
    a-) Você tem macho e fêmea em casa
    b-) Você possui cães sem pedigree
    c-) Seus cães apresentam parentesco entre si;
    d-) Seus cães apresentam desvios do padrão da raça ou doença de herança genética;
    f-) Você não quer ou não tem condições de cuidar de uma cadela gestante e dos filhotes até que todos sejam vendidos ou doados.

Contras da castração de machos

  • Se feita antes de um ano de idade, aumenta o risco de desenvolvimento de osteossarcoma (câncer ósseo).
  • Aumenta o risco de hipotireoidismo (uma disfunção da tireóide)
  • Aumenta o risco de obesidade
  • Se realizada antes da maturidade física se completar, a castração pode alterar a aparência adulta, podendo deixar o macho com aspecto menos masculino e um pouco mais alto e estreito em comparação aos machos não-castrados da mesma raça e idade.
  • Uma cirurgia de castração realizada com anestésico de segurança questionável (em geral, em cirurgias muito baratas) pode lesionar o fígado.
  • É questionável como medida para tornar um cão hiperativo mais calmo.
  • É questionável como medida para tornar um cão agressivo mais manso.

Considerações finais importantes

Como você deve ter notado, novos dados da literatura científica estão indicando que a castração seja preferencialmente realizada após o primeiro cio da cadela (ou até os 2,5 anos de idade), e nos machos, após o completo desenvolvimento físico (por volta de 1,5 ano a 2 anos, para cães de grande porte). Essas orientações buscam minimizar os impactos negativos da falta de hormônios sexuais na saúde geral do animal, bem como na sua aparência física.

Entretanto, se você busca benefícios comportamentais, como evitar que seu cão monte em pernas, ou estranhe outros machos, ou que sua fêmea de trabalho ou de esporte não perca dias de atividade em função do cio, a castração precoce (antes da puberdade, por volta dos 6 meses), é mais indicada. Cães que são castrados pré-púberes costumam apresentar comportamento assexuado que agrada a muitos perfis de proprietários, ainda que estejam predispostos a maiores riscos de saúde.

Não banalize a cirurgia. Independentemente da idade do cão, procure um bom médico-veterinário, com experiência em cirurgia, para realizar a castração. Apesar de ser um procedimento rotineiro, a castração – em especial a de fêmeas – exige conhecimento e técnica.

Uma cirurgia de castração bem feita certamente custa mais do que uma realizada em mutirões. Mas vale a pena: o veterinário certamente pedirá exames pré-cirúrgicos (hemograma, eletrocardiograma), realizará a cirurgia com calma, atento a alterações em outros órgãos, usará um anestésico mais seguro e o orientará sobre o pós-cirúrgico. Além disso, em cirurgias conduzidas por um cirurgião e um anestesiologista, o protocolo anestésico costuma ser mais eficiente (realmente indolor, e não meramente imobilizador) e seguro.

E, finalmente, você também pode optar por manter seu cão ou cadela “inteiro(a)”, ou seja, sem submetê-lo(a) à cirurgia de castração. No caso das cadelas, muito mais do que nos machos, é importante ficar sempre atento a alterações como presença de caroços nas mamas, corrimento vaginal purulento – ou qualquer corrimento fora do período de cio - apatia, etc. Se suspeitar de alguma coisa, já sabe: leve o cão ao médico-veterinário.

Se pretende acasalar seu cão ou cadela, procure seguir as orientações abaixo:

  • Não acasale seu macho antes que ele complete 2 anos de idade. O ideal é fazê-lo depois que ele completar o desenvolvimento físico. Acasalar muito cedo pode causar fratura do osso peniano (sim, existe um osso dentro do pênis dos cães). E você só pode fazer o exame definitivo para detecção da displasia coxo-femoral a partir dos 24 meses de idade dele. Obs: essa orientação procede somente para as raças nas quais o controle da displasia coxofemoral é importante (ex: Golden Retriever, Pastor Alemão, Border Collie, Bulldog, Rottweiler, etc)
  • Não acasale sua fêmea antes do terceiro cio. O ideal é acasalar somente depois dos dois anos de idade dela, quando ela está mais madura física e psicologicamente. E você só pode fazer o exame definitivo para detecção da displasia coxo-femoral a partir dos 24 meses de idade dela. Obs: essa orientação procede somente para as raças nas quais o controle da displasia coxofemoral é importante (ex: Golden Retriever, Pastor Alemão, Border Collie, Bulldog, Rottweiler, etc)
  • Não acasale seu cão macho ou fêmea se ele, aos 2 anos de idade, for considerado displásico (principalmente grau D ou E de displasia coxo-femoral, mas também o grau C). Esse exame radiológico deve ser feito e analisado por médicos-veterinários com experiência em radiologia e ortopedia.
  • Não acasale seu cão macho ou fêmea com cães sem pedigree emitido pela Confederação Brasileira de Cinofilia. O pedigree é um documento que atesta a origem e a genealogia do cão de raça.
  • Procure o criador que lhe vendeu seu macho ou sua fêmea para que ele ou ela te oriente sobre o acasalamento, qual macho ou fêmea escolher para a cruza, como proceder, como cuidar da gestante, como cuidar dos filhotes, registrá-los e etc. Isso é muito importante para garantir que o acasalamento resulte em uma ninhada que contribua com a raça.

Referências bibliográficas

Seu Pet é Supervacinado?

“Por que os pets precisam tomar (muitas vezes 15!) vacinas anualmente, se nós humanos não precisamos tomar as nossas todos os anos?”

“Por que preciso vacinar meu gato contra a raiva anualmente, se ele nunca sai do apartamento?”

“Por que meu pet piora de suas crises - alérgicas, gastrointestinais, epilépticas, etc - horas, dias ou semanas depois que toma suas vacinas?”

“É verdade que nos Estados Unidos muitos veterinários estão aplicando vacinas a cada três anos, e não anualmente, nos cães e gatos?”

Abordar essas questões é abordar o tópico da supervacinação - vacinação excessiva - de cães e gatos. Pessoas que se interessam por Homeopatia ou Medicina Holística já devem ter ouvido falar nesse assunto. Diversos médicos-veterinários como o norte-americano Richard Pitcairn, PhD em Imunologia, dedicam capítulos à supervacinação em suas obras recentes. Nos Estados Unidos, Europa, Canadá e Oceania, a supervacinação é discutida há mais de uma década. Quer ver? Digite termos-chave como “overvaccination”, "vaccine-induced" e “vaccinosis“, acompanhados por “pets” ou "dogs" no Google e veja quantos resultados aparecem. No Brasil, infelizmente, as novidades demoram um pouquinho mais a chegar.

Mas estão chegando. Não tenha dúvida.

Para reduzir a polêmica e facilitar a assimilação racional do assunto, postaremos trechos de livros e artigos científicos recentes escritos por médicos-veterinários, profissionais da área de saúde, e pesquisadores. Você vai entender porque muitos veterinários favoráveis à Alimentação Natural, no mundo todo, afirmam que, mais importante até que oferecer uma boa dieta caseira para os pets, é reduzir a quantidade de vacinas aplicadas.

Leia abaixo um artigo científico escrito pela médica-veterinária norte-americana Jean Dodds, que há décadas pesquisa o assunto da supervacinação. E não perca os próximos textos dessa nova seção.

Reações vacinais adversas
Clique aqui para ler o artigo original, em inglês.
Autora: W. Jean Dodds, DVM
Hemopet/Hemolife
2008

(Tradução: Sylvia Angélico)

As doenças virais e vacinações recentes com vacinas monovalentes ou múltiplas com vírus vivos modificados, principalmente as que contêm o vírus da cinomose, adenovírus 1 e 2, e parvovírus têm sido cada vez mais reconhecidas como fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças sanguíneas imune-mediadas, insuficiência da medula óssea e disfunção de órgãos (1-11).

Vacinas com vírus mortos e com adjuvantes potentes (substâncias químicas que irritam o sistema imune para provocar uma resposta melhor) como as anti-rábicas também podem desencadear reações vacinais adversas (vacinoses) imediatas ou tardias (7-10). Predisposição genética a essas desordens em humanos tem sido associada ao antígeno leucocitário D - relacionado como sendo o locus gênico do complexo de histocompatibilidade principal, e é provável que existam associações paralelas com os animais domésticos (5, 7).

Além das reações de hipersensibilidade imediatas, outros eventos agudos tendem a ocorrer de 24 a 72 horas após, ou em 7-45 dias depois em uma resposta imunológica do tipo tardia (1-4, 6-10). Outros efeitos adversos tardios incluem: mortalidade por vacinas de sarampo de altas concentrações em crianças, anticorpos de cinomose nas doenças articulares dos cães, e o aparecimento de fibrossarcomas (tipo de câncer maligno) em felinos e caninos no local de aplicação da vacina (5, 7). A carga antigênica cada vez maior que é apresentada ao hospedeiro por vacinas com vírus vivos modificados durante o período de viremia (quando o vírus cai na circulação sanguínea) é presumidamente responsável pelo desafio imunológico que pode resultar em uma reação de hipersensibilidade tardia (2, 3, 6, 7).

Os sinais clínicos associados com reações vacinais tipicamente incluem: febre, rigidez, articulações doloridas, sensibilidade abdominal, susceptibilidade a infecções, desordens neurológicas e encefalites, hemácias auto-aglutinadas e icterícia (anemia hemolítica auto-imune - AHAI), ou petéquias generalizadas e hemorragias equimóticas (trombocitopenia imune-mediada - TIM) (1, 2, 4, 7, 8, 12, 13). As enzimas hepáticas podem ficar muito elevadas, e insuficiência hepática ou renal podem ocorrer por si só ou acompanhadas de supressão da medula óssea.

Além disso, vacinação com vírus vivos modificados tem sido associada com o desenvolvimento de convulsões transientes em cães filhotes e adultos de raças ou mestiços de raças susceptíveis a doenças imune-mediadas, especialmente aquelas que envolvem tecidos endócrinos ou hematológicos (AHIM, tireoidite auto-imune potencial, púrpura trombocitopênica idiopática, etc) (1, 7, 10). A polineuropatia pós-vacinal é uma enfermidade reconhecida, ocasionalmente associada ao uso das vacinas contra cinomose, parvovirose, raiva, e presumidamente, outras vacinas (2, 3, 7).

Isso pode resultar em vários sinais clínicos, incluindo atrofia muscular, inibição ou interrupção do controle neuronal de tecidos e da função de órgãos, excitação muscular, descoordenação e fraqueza, bem como convulsões (7). Certas raças ou famílias de cães parecem ser mais susceptíveis a reações vacinais adversas, particularmente as convulsões pós-vacinais, febres altas, e episódios dolorosos de osteodistrofia hipertrófica (ODH) (7,9). Portanto, temos a responsabilidade de orientar os criadores de animais de companhia e proprietários do risco que os irmãos de ninhada geneticamente predispostos e animais aparentados têm de apresentar reações vacinais adversas similares (1,4,6,9,14,17). Animais de raças populares (ou raras) que sejam fruto de acasalamentos consangüíneos ou dentro da mesma linhagem (linebreeding), em geral podem apresentar risco aumentado, conforme ilustrado nos exemplos abaixo.

Vacinas comerciais podem, em raras ocasiões, estar contaminadas com outros agentes virais adventícios (3, 15), que podem produzir significativos efeitos prejudiciais, conforme ocorreu quando uma vacina comercial contra a parvovirose canina estava contaminada com o vírus da língua azul. A vacina provocou aborto e morte quando aplicada a cadelas gestantes (15), o que foi associado causalmente à prática contra-indicada, mas muito freqüente, de vacinar animais prenhes. O risco de efeitos colaterais como a promoção de estados de doenças crônicas nos cães machos e em fêmeas não-gestantes recebendo esse monte de vacinas continua indeterminado, embora tenha havido relatos casuais de redução de vigor físico e disfunção renal em cães de trenó (17).

Recentemente, um fabricante de vacinas teve de reconvocar (recall) todos os seus produtos biológicos que continham um componente de cinomose, porque tais vacinas estavam associadas a uma taxa maior do que o esperado de reações pós-vacinais do sistema nervoso central de 1 a 2 semanas após a administração (17).

Foi comprovado recentemente que a vacinação de cães de estimação e de pesquisa com vacinas polivalentes contendo o vírus da raiva, ou somente com a vacina da raiva induziu a produção de auto-anticorpos anti-tireoglobulínicos, um achado importante que pode estar implicado no desenvolvimento subseqüente do hipotireoidismo (10).

Em relação à supervacinação, surgem outras questões que precisam ser consideradas, apesar da solicitação bem-intencionada dos clientes para que os reforços vacinais anuais sejam feitos de modo que os pets assim recebam um exame de check-up geral (6). A aplicação de reforços vacinais anuais quando eles não são necessários implica no cliente pagar por um serviço que provavelmente trará pouco benefício ao nível de proteção já existente no animal contra essas doenças infecciosas. Também aumenta o risco de reações adversas em função da exposição repetida a substâncias exógenas.

Vacinas polivalentes com vírus vivos modificados que se multiplicam no hospedeiro provocam um desafio antigênico mais forte para o animal e devem montar uma resposta imune mais efetiva e sustentada (2, 3, 6). Entretanto, isso pode suprimir um animal imunocomprometido ou mesmo um hospedeiro saudável continuamente exposto a outros estímulos ambientais, assim como a predisposição genética pode promover resposta adversa a um desafio viral (1, 2, 7, 14, 16, 17). O filhote de gato ou cão recentemente desmamado que parte para um novo ambiente pode particularmente sofrer mais riscos. Além disso, enquanto a freqüência de vacinações é geralmente espaçada por duas a três semanas, alguns veterinários têm defendido a vacinação semanal em situações de estresse, uma prática que faz pouco sentido cientificamente ou medicamente (6).

Uma resposta imune aumentada após a vacinação é observada em cães com alergia inalatória (atopia) pré-existente a polens. (7). Além disso os crescentes problemas atuais de alergias e doenças imunológicas têm sido associados à introdução de vacinas vivas modificadas há mais de 20 anos (3). Embora outros fatores ambientais sem dúvida contribuam, a introdução desses antígenos vacinais e sua eliminação no ambiente pelos animais vacinados podem fornecer o insulto final que excede o limiar de tolerância imunológica de alguns indivíduos da população de pets. A evidência acumulada indica que os protocolos vacinais não devem mais ser considerados um programa adequado para todos os indivíduos (9).

Para esses casos especiais, alternativas apropriadas às práticas vacinais correntes incluem: realizar testes sorológicos para detectar número de anticorpos existentes, evitar vacinas desnecessárias e supervacinação; ter cuidado ao vacinar indivíduos doentes ou febris, e elaborar um protocolo vacinal mínimo específico e sob medida para cães de raças ou linhagens que conhecidamente apresentam um risco aumentado de reações adversas (6, 7, 18, 21).

Outras considerações incluem: iniciar mais tarde a série de vacinas (de filhote), por exemplo, aos 63 ou 70 dias de vida, quando o sistema imune está mais apto a lidar com o desafio antigênico; alertar o proprietário a prestar particular atenção ao comportamento e saúde do filhote após o segundo reforço vacinal e reforços subseqüentes, e evitar re-vacinação de indivíduos que já tiveram reação adversa significativa. Irmãos de ninhada de filhotes afetados (por reações vacinais) devem ser monitorados de perto após receberem vacinas adicionais na série de filhotes, pois eles também correm mais riscos.

Referências bibliográficas

1. Dodds WJ. Immune-mediated diseases of the blood. Adv Vet Sci Comp Med 1983; 27:163-196.

2. Phillips TR, Jensen JL, Rubino MJ, Yang WC, Schultz RD. Effects on vaccines on the canine immune system. Can J Vet Res 1989; 53: 154-160.

3. Tizard I. Risks associated with use of live vaccines. J Am Vet Med Assoc 1990; 196:1851-1858.

4. Duval D, Giger U. Vaccine-associated immune-mediated hemolytic anemia in the dog. J Vet Int Med 1996;10: 290-295.

5. Cohen AD, Shoenfeld Y. Vaccine-induced autoimmunity. J Autoimmunity 1996; 9: 699-703.

6. Schultz R. Current and future canine and feline vaccination programs. Vet Med 1998; 93:233-254.

7. Dodds WJ. More bumps on the vaccine road. Adv Vet Med 1999; 41: 715-732.

8. HogenEsch H, Azcona-Olivera J, Scott-Moncrieff C, Snyder PW, Glickman LT. Vaccine-induced autoimmunity in the dog. Adv Vet Med 1999; 41:733-744.

9. Dodds WJ. Vaccination protocols for dogs predisposed to vaccine reactions. J Am An Hosp Assoc 2001; 38: 1-4.

10. Scott-Moncrieff JC, Azcona-Olivera J, Glickman NW, Glickman LT, HogenEsch H. Evaluation of antithyroglobulin antibodies after routine vaccination in pet and research dogs. J Am Vet Med Assoc

2002; 221: 515-521.

11. Paul MA (chair) et al. Report of the AAHA Canine Vaccine Task Force: 2003 canine vaccine guidelines, recommendations, and supporting literature. AAHA, April 2003, 28 pp.

12. May C, Hammill J, Bennett, D. Chinese shar pei fever syndrome: A preliminary report. Vet Rec 1992;131: 586-587.

13. Scott-Moncrieff JC, Snyder PW, Glickman LT, Davis EL, Felsburg PJ. Systemic necrotizing vasculitis in nine young beagles. J Am Vet Med Assoc 1992; 201: 1553-1558.

14. Dodds WJ. Estimating disease prevalence with health surveys and genetic screening. Adv Vet Sci Comp Med 1995; 39: 29-96.

15. Wilbur LA, Evermann JF, Levings RL, Stoll LR, Starling DE, Spillers CA, Gustafson GA, McKeirnan

AJ. Abortion and death in pregnant bitches associated with a canine vaccine contaminated with blue tongue virus. J Am Vet Med Assoc 1994; 204:1762-1765.

16. Day MJ, Penhale WJ. Immune-mediated disease in the old English sheepdog. Res Vet Sci 1992; 53:87-92.

17. Dougherty SA, Center SA. Juvenile onset polyarthritis in Akitas. J Am Vet Med Assoc 1991; 198: 849-855.

18. Twark L, Dodds WJ. Clinical use of serum parvovirus and distemper virus antibody titers for determining revaccination strategies in healthy dogs. J Am Vet Med Assoc 2000; 217:1021-1024.

19. Flemming DD, Scott JF. The informed consent doctrine: what veterinarians should tell their clients. OJ Am Vet Med Assoc 224: 1436-1439, 2004.

20. Klingborg DJ, Hustead DR, Curry-Galvin E, et al. AVMA Council on Biologic and Therapeutic Agents’ report on cat and dog vaccines. J Am Vet Med Assoc 221: 1401-1407, 2002.

21. Schultz RD, Ford RB, Olsen J, Scott F. Titer testing and vaccination: a new look at traditional practices. Vet Med, 97: 1-13, 2002 (insert).

Artigo retirado de: http://www.cachorroverde.com.br/vacinacao.php

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