segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Chocolate para cães? Nem pensar!

Fonte

Cães e gatos alimentados com dieta natural ingerem diariamente uma variedade de itens que nós humanos também consumimos e que nos fazem bem: frutas frescas, diversos legumes crus ou cozidos, verduras cruas, carnes e ossos, iogurte natural, óleos vegetais, leguminosas e cereais cozidos (no caso das dietas com carboidratos extras), ovos, peixes, levedura de cerveja, alho cru, etc.

Com critério e bom senso - sempre tendo em vista que cães e gatos não são “pessoinhas peludas” - os pets podem partilhar de quase tudo da nossa geladeira e do nosso freezer. Ênfase no “quase tudo”. Alguns itens devem ser evitados, caso do açúcar, das uvas passas, das bebidas alcoólicas, do espinafre, das macadâmias, do abacate e das frituras. E há determinados alimentos que jamais devem ser oferecidos aos cães ou gatos. São eles: as pimentas, a cebola e o chocolate.

Esse artigo, um especial de Páscoa, pretende alertar os proprietários sobre os perigos para os cães da ingestão de chocolates. (Gatos que assaltam ovos de Páscoa também correm riscos, é que eles tendem a serem menos ávidos por essas guloseimas em comparação aos caninos.) Confira a pesquisa abaixo e entenda por que devemos deixar nossos ovos de Páscoa, bombons, barras de chocolate - e até os achocolatados em pó - bem longe de nossos melhores amigos.

Gostoso para nós, perigoso para eles
Fato é que os cães são diferentes de nós. Eles podem beber água da privada e até comer fezes de outros cães e dificilmente essas práticas nojentas os fazem adoecer. Experimente fazer o mesmo apenas uma vez e você poderá passar incrivelmente mal. No entanto, bastam algumas dezenas de gramas da nossa guloseima favorita para levar um cão ao coma e até mesmo à morte.

O vilão nessa história é um alcalóide derivado do cacau que se chama Teobromina. Essa substância prima da cafeína (ambas são metilxantinas) apresenta conhecido efeito diurético, vasodilatador e estimulante do sistema nervoso central e do coração. E não pense que o Totó precisa engolir um ovo de Páscoa de um quilo para se intoxicar. Embora a literatura informe que são necessários de 100 a 150 gramas de chocolate por quilo de peso do animal para intoxicá-lo gravemente, sintomas como taquicardia, excitação, distensão abdominal, espasmos musculares, vômitos, diarréia, aumento no consumo de água e da temperatura podem surgir com a ingestão de pouco mais da metade dessa quantidade.

A Teobromina é rapidamente absorvida após a ingestão e logo começa a estimular o cérebro e o coração, podendo desencadear arritmias cardíacas no animal. E não pense que somente o coração e o cérebro saem perdendo. Se o cão resolver atacar os chocolates, o pâncreas também poderá sofrer com o alto teor de gorduras da guloseima.

Mas por que o chocolate faz mal para os cães?
O problema vem da não-metabolização da Teobromina no organismo dos cães e dos gatos. Nós humanos conseguimos “quebrar” e excretar a Teobromina, de modo que ela não se acumula no nosso organismo. Nos pets, essa substância se acumula e rapidamente atinge concentrações tóxicas.

Alguns chocolates são piores que outros
O teor de Teobromina varia de acordo com o tipo de chocolate. Se estivermos falando de pós achocolatados, são necessários 600mL de leite com Nescau, Toddy ou similar para intoxicar gravemente um animal com nove quilos. Confira abaixo os teores de Teobromina nos diferentes chocolates:

Chocolate branco: por conter pouquíssimo cacau, apresenta teores vestigiais de Teobromina, sendo o menos tóxico dos chocolates. Mesmo assim não deve ser oferecido, uma vez que é rico em açúcar.

Chocolate ao leite: 100 gramas apresentam 154 miligramas de Teobromina. A dose fatal para um cão com 6 quilos seriam 350 gramas.

Chocolate meio amargo: 100 gramas contêm 528 miligramas de Teobromina. A dose fatal para um cão com 6 quilos seriam 110 gramas.

Chocolate de culinária (aquele usado em bolos e ovos de Páscoa caseiros): 100 gramas contêm 1.365 miligramas de Teobromina. A dose fatal para um cão com 6 quilos seriam meras 35 gramas!

Tratamento
Se você suspeita que seu cachorro ou bichano tenha ingerido quantidades consideráveis de chocolate - calma, aquele confete de M&M caído no chão não conta! - consulte o médico-veterinário. A toxicidade da Teobromina é dose-dependente. Ou seja, depende do teor de Teobromina no chocolate, da quantidade de chocolate ingerida e do porte do animal. Os sintomas aparecem de 6 a 12 horas após a ingestão.

O tratamento da intoxicação por chocolates pode ser complicado. Não existe antídoto. Dependendo dos sintomas que o animal apresentar e do tempo passado desde a ingestão, o veterinário poderá fazer uma lavagem gástrica, infundir fluidos (o “sorinho na veia”) para evitar desidratação por vômitos e/ou diarréia. E poderá administrar eméticos (fármacos que provocam o vômito), carvão ativado, anti-convulsivantes (para animais que apresentem convulsões) e medicações para regular o ritmo cardíaco em caso de arritmias. A meia-vida da Teobromina no organismo dos pets é de 17 horas. Mas ela pode demorar 24 horas ou mais para ser eliminada.

Conclusão
Definitivamente, chocolates e animais de estimação não devem se misturar! Por isso, deixe os ovos de Páscoa, bombons e barras bem longe do alcance dos pets - lembre-se que um gato guloso é capaz de escalar um armário para encontrar chocolates.

Evite oferecer também aqueles “chocolates” próprios para cães, à venda em pet shops. Esse tipo de guloseima não contém Teobromina, mas acaba apresentando o animal a sabores e cheiros muito parecidos com os do chocolate “de gente”. E como você acha que um cão chocólatra se comportará diante de uma cesta de ovinhos de Páscoa?

Prefira petiscos seguros e nutritivos, como esses abaixo, cujas receitas você encontra aqui no Cachorro Verde:

Brownies de Fígado, Bolo de Carne, Biscoitinhos Crocantes de Peru, Casinha Picante de Gengibre e Bolachinhas de Atum

Referências consultadas

* About.com: Veterinary Medicine

* HowStuffWorks

* Hospital Veterinário Principal (Portugal)

* Globo.com (”Consumo de Chocolates pode Matar Cães e Gatos”)

* Saúde Animal

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!

Água de torneira, filtrada ou mineral?

Até agora falamos bastante sobre qualidade dos alimentos, suplementos e nutrientes. Mas e a água que os pets – e nós! - bebemos? Não seria um nutriente também?

Na verdade, não é nenhum exagero afirmar que a água é o nutriente mais importante que existe. Um animal pode sobreviver tendo perdido grande parte de sua gordura ou proteína corporal. Mas a perda de míseros 10% de água é sinônimo de morte, mesmo o corpo dos mamíferos sendo composto por até 80% de H20.

Vejamos algumas funções essenciais que dependem desse aguaceiro:

Regulação da temperatura corporal
Os processos metabólicos que garantem a manutenção do organismo acabam produzindo calor. Esse calor sai do corpo graças à água, através da transpiração (que cães e gatos praticamente não realizam) e evaporação pulmonar, que é o motivo dos pets ficarem de língua de fora nos dias quentes.

Transporte de nutrientes para dentro das células
Depois de digeridos e “quebrados” em partículas cada vez menores pelo trato digestório, os alimentos são reduzidos a nutrientes. A água então leva os nutrientes para as células, onde são transformados em energia e usados, por exemplo, para produção de enzimas e hormônios.

Eliminação de resíduos tóxicos
A água permite que o organismo se livre daquilo que além de não servir para nada pode até fazer mal se ficar retido no corpo. A urina e as fezes são os veículos desses lixos, e ambos contêm o que? Água!

Lubrificação das “peças”
Articulações, fetos, órgãos abdominais e torácicos, o próprio cérebro, os olhos e os ouvidos internos. Todas essas partes são envoltas por – e contêm no seu interior – água.

Não é de surpreender que falemos tão pouco sobre esse líquido precioso?

Pra começar, você saberia dizer de onde vem a água que o organismo utiliza? De fontes externas, principalmente a água de bebida, é a primeira resposta que vem à cabeça. Mas também tem a água produzida pelo metabolismo, através da oxidação dos nutrientes. E não se esqueça da água contida nos alimentos.

Aliás, você que já oferece alimentação natural para o seu pet pode se preocupar menos com a quantidade de água ingerida por ele, uma vez que alimentos in natura contêm até 80% de água.

Nesse artigo discutiremos as principais vantagens e desvantagens de se oferecer ao pet água de torneira, água mineral engarrafada, e água filtrada / purificada em casa.

Água “de torneira”

Em novembro de 2007, o site G1 publicou uma matéria interessante sobre o aumento na procura por filtros e purificadores de água em função da crescente desconfiança com a água que sai das torneiras de nossas casas. Clique aqui para conferir o texto na íntegra.

Mas até que ponto esse pé atrás se justifica?

Primeiro, vamos analisar o lado das estações de tratamento das águas para abastecimento público, caso da Sabesp. A seguir, um trecho da matéria publicada no portal G1. “A Sabesp é obrigada por lei a fazer o controle na água distribuída nas 368 cidades atendidas pela empresa. Cerca de 45 mil amostras são recolhidas no estado durante todo o mês e analisadas em 15 laboratórios. A água precisa seguir um padrão de potabilidade estabelecido pela portaria 518 do Ministério da Saúde, de 25 de março de 2004. Os resultados dos seis parâmetros principais - cor, turbidez, cloro, flúor, coliformes totais e coliformes termotolerantes - são divulgados na conta de água.”

Basicamente, o que estações como a Sabesp a fazem para garantir a potabilidade da água é retirar os sedimentos, acrescentar cloro para matar microorganismos e flúor para (supostamente) evitar cáries dentárias. Entretanto, muitos estudiosos acreditam que esse tratamento é em parte desnecessário, ultrapassado e até prejudicial à saúde.

Mas antes de entrar em detalhes sobre vantagens e desvantagens desse processamento, é importante enfatizar que o estado geral da caixa d´água da residência interfere na qualidade da água. As empresas de saneamento garantem a qualidade da água até o cavalete, que fica próximo ao hidrômetro. A partir daí cabe ao proprietário do imóvel limpar a caixa d água a cada seis meses e mantê-la tampada. No fim da matéria citada há dicas de cuidados com a caixa d’ água.

Todo mundo está careca de saber que a água deve ser cristalina, inodora e insípida. Turbidez, portanto, não é normal e pode ser sinal de excesso de cloro ou de contaminantes. O cloro é adicionado porque protege a água de microorganismos no trajeto até nossas casas. A boa notícia é que quem se preocupa com os efeitos em longo prazo pode remover o cloro usando filtros comuns.

Já o flúor aparentemente só pode ser reduzido ou extraído com filtros mais sofisticados, como os de osmose reversa ou por unidades de destilação. A questão com o flúor é que, ao contrário do cloro, ele não serve para nada. Apesar de ser adicionado à água desde 1974 com objetivo de prevenção de cáries, estudos recentes mostram que só com aplicação tópica – exemplo: escovação dos dentes com creme contendo flúor – é que essa substância rende benefícios. Pior: o flúor é acusado de fazer mal.

Com base em estudos, esse mineral é suspeito de:

- aumentar a incidência de fraturas ósseas;
- se acumular na glândula pineal (localizada no cérebro) reduzindo a produção de um hormônio chamado melatonina;
- danificar o esmalte dentário (fluorose dentária);
- predispor ao osteossarcoma (câncer ósseo);
- predispor a artrites;
- predispor ao hipotireoidismo;
- aumentar a entrada de alumínio no cérebro;
- reduzir a taxa de fertilidade;
- aumentar a entrada de chumbo no sangue;
- ocasionar disfunções renais;
- causar deficiência de vitamina C;
- enfraquecer oo sistema imunológico

Enfim, não deve ser à toa que oito países europeus – Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Holanda, França e Irlanda proíbem a fluoretação das águas de abastecimento público. Leia mais sobre isso aqui e aqui.

Infelizmente, uma infinidade de outros contaminantes pode estar presente na água de torneira. Essas substâncias tóxicas podem se originar: da poluição da fonte de água, do tratamento da água nas estações e das más condições das canalizações e caixa d’ água.

É preciso também ficar de olho no pH da água. Um pH ótimo se situa entre 6.5 e 8.5. Baixo pH indica acidez, que pode resultar em corrosão e dispersão do material dos canos para a água. No Brasil, a maior parte dos canos condutores de água é de PVC, e uma minoria é feita de cobre. Muito melhor do que nos Estados Unidos, onde há muitos canos de chumbo, substância tóxica que vaza para a água.

É complicado descobrir quais são as substâncias presentes na água brasileira. Mas na água norte-americana já foram identificados 2.000 contaminantes. O órgão encarregado dessa fiscalização por lá é o U.S. Environmental Protection Agency. Curiosamente, a agência reconhece 138 substâncias, mas só regula a presença de 87.

Por lá, os contaminantes mais comuns são: chumbo, cádmio, arsênico, inseticidas, nitratos, fungicidas, herbicidas, benzeno, tolueno e dioxina.O problema, segundo médicos como o Dr. Mercola, está na sobrecarga crônica cumulativa causada pela ingestão regular dessas substâncias. Clique aqui para saber quais são os teores máximos de contaminantes segundo os padrões de potabilidade respeitados no Brasil.

Principais contaminantes e seus efeitos deletérios

Microorganismos: a água não é um meio ideal para multiplicação biológica, mas pode transportar protozoários, bactérias e outros microorganismos. Por esse motivo adiciona-se cloro. Contudo, há microorganismos, caso da Giárdia – protozoário causador de diarréias que acomete humanos, cães e gatos – capaz de resistir à cloração.

Cloro livre e seus derivados: eliminam microorganismos e minerais indesejáveis, como ferro e manganês. A cloramina (combinação de clorina mais amônia), em concentrações elevadas leva à metemoglobina (um distúrbio na hemoglobina) e anemia. Em presença de substâncias orgânicas, o cloro pode formar compostos carcinogênicos, como o clorofórmio.

Cobre: advém de canos de cobre corroídos, poluição industrial e agrícola, além do tratamento de algas. Pode causar hemólise (destruição das hemácias) e lesões no fígado.

Bismuto: quando presente em teores elevados leva a quadros neurológicos.

Arsênico: está associado a problemas digestivos, neurológicos e dermatológicos.

Cádmio: carcinogênico, danifica os rins, ossos e pode provocar hipertensão arterial.

Zinco: em excesso, pode causar anemia hemolítica (destruição de células vermelhas), náuseas e vômitos. O acúmulo crônico pode desencadear problemas neurológicos.

Chumbo: quando em excesso, pode persistir com o tratamento da água. Pode ocasionar anemia, anorexia, cólica, fraqueza, dores musculares e articulares e convulsões.

Cálcio: quando presente acima de 80mg/L, causa cefaléia, náuseas, vômitos, olhos vermelhos, hipertensão e convulsões.

Magnésio: associado ao bloqueio da transmissão neuromuscular.

Alumínio: problemas ósseos, anemia e lesão hepática e, nos casos mais severos, quadros neurológicos e problemas renais.

Mercúrio: se acumula no sistema nervoso central, podendo causar tremores e paralisias.

Nitrato: pode levar à metemoglobina em filhotes, e formar compostos carcinogênicos.

Então água de torneira é ruim?

A verdade é que quando falamos em doenças crônicas de causas vagas é muito difícil apontar os culpados com certeza absoluta. Hoje, nós (e nossos pets) estamos expostos a uma infinidade de toxinas vindas da alimentação, dos medicamentos, dos cosméticos, dos poluentes, e, como vimos, até da água. Pouco se estuda sobre esses resíduos, uma vez que os resultados avaliados geralmente são pouco convenientes para as indústrias. E menos ainda – até por questões práticas – se estuda sobre as interações destas substâncias no corpo.

A água que sai de nossas torneiras passou por tratamentos que mudaram muito pouco de décadas para cá. Em função dessa possível defasagem, nossa água pode sim conter contaminantes, muitos dos quais desconhecemos ou não conseguimos identificar e remover. Seja como for, a recomendação de muitos médicos e veterinários holísticos é que se evite beber água de torneira. A idéia é reduzir ao máximo a ingestão de toxinas.

E a melhor forma de fazer isso é adquirindo um bom filtro. De preferência um modelo específico.

Filtros

Antes de qualquer coisa, conforme comentamos antes, cuide de sua caixa d’ água. A caixa está OK? Solicite um exame recente da qualidade de sua água realizado pelo órgão responsável de sua região, ou agende uma visita com fiscal do departamento local responsável para análise in loco da sua água de torneira.

É importante identificar o que não está legal na sua água. Pouca gente sabe disso, mas o sucesso na escolha do filtro ou purificador certo depende das características químicas particulares da água em questão. Se o problema da sua água é excesso de cobre, por exemplo, é preciso achar um filtro que remova esse metal. Filtro perfeito, definitivo, ainda não inventaram.

Alguns exemplos de filtros e suas indicações

Filtro particulado
Também chamado de filtro mecânico ou unidade de micro filtração, filtra até grãos de areia e até algumas bactérias e patógenos, como a Giardia duodenalis e o Cryptosporidium ssp. Mas não conte com esse filtro para desinfetar água com intensa contaminação por bactérias ou vírus. Para casos assim, é melhor trabalhar em combinação com filtros de carbono adsortivo.

Filtro de osmose reversa
Em geral, removem minerais difíceis, como flúor, mas não são nada econômicos. Para produzir um litro de água purificada, eles desperdiçam a mesma quantidade – um litro – que vai embora como esgoto. Geralmente é um aparelho caro e grande, que ocupa um certo espaço na cozinha. Clique aqui para entender como funciona esse filtro.

Cuidados com a água filtrada
A água filtrada deixa de ter os desinfetantes que previnem a proliferação de microorganismos. Por isso, mantenha-a na geladeira. E não espere muito tempo para bebê-la. Se for usar água filtrada para abastecer as vasilhas dos pets - o que é altamente recomendável -, troque-a duas vezes ao dia ou no mínimo uma vez.

Lembre-se de trocar os filtros conforme as recomendações do fabricante. Um filtro de água em mau estado pode até piorar a qualidade da água de torneira. Um gosto de cloro denuncia que é hora de chamar o pessoal da manutenção.

E água destilada?

Esse é um assunto ainda envolto em polêmica. Segundo definição do Wikipédia:”Água destilada é água que foi obtida através da destilação de água não pura, ou seja, que contém outras substâncias dissolvidas. Enquanto que a água que bebemos é, em termos gerais, uma solução, a água destilada é, em princípio, uma substância pura. É a água utilizada em laboratório ou industrialmente, sendo também utilizada nas baterias dos automóveis e nos ferros de “engomar” a vapor . Contém unicamente moléculas de água (constituídas pelos elementos oxigênio e hidrogênio).”

Nos países asiáticos essa água já é comercializada para consumo humano, e muitos médicos e veterinários defendem seu uso como forma de controlar a formação de cálculos urinários. Aparentemente, a água destilada não “rouba” minerais importantes do organismo, como se supunha, e ainda que o fizesse os minerais da alimentação reporiam essa perda. Mas alguns médicos, caso do Dr. Mercola, estão convencidos de que beber água destilada faz mal.

Sua acidez anormal já seria o bastante para contra-indicá-la, segundo esse médico. Mas repare nas figuras abaixo. Usando microscópio de campo escuro, os cientistas registraram o momento em que a água passa do estado líquido para o sólido. Só que enquanto o complexo e belo arranjo da direita, retrata água pura; o borrão da esquerda representa água destilada. Os motivos por trás desse fenômeno e as implicações na qualidade original da água estão tirando o sono de muitos cientistas. Clique aqui para ler mais (tem que fazer cadastro, mas vale a pena!)


Fonte: site www.mercola.com

E a água mineral engarrafada?

Vimos que a água de torneira pode conter uma série de contaminantes e que ter um bom filtro específico em casa é a única maneira de tornar a água mais segura. Mas o que dizer da água mineral de garrafinha, aquela que todos compramos a todo o momento? E quanto aos galões de água mineral que compramos nos supermercados? Será que vale a pena beber e oferecer essa água ao pet?

Ainda citando o artigo publicado no portal G1 : “O comércio de água mineral saltou de 1,5 bilhão de litros em 1995 para 6,2 bilhões de litros em 2006 - ou cerca de 313%. A indústria de água mineral espera que o consumo alcance 6,7 bilhões de litros este ano.”


Entenda porque garrafas de inox - e não de plástico - são melhores.

OK, percebe-se o quão lucrativa essa indústria vem se tornando. Mas o consumo de água mineral não é nem de longe a maravilha que parece. Veja abaixo algumas informações interessantes divulgadas em diversos sites em inglês.

* Engana-se quem acredita nos rótulos de água mineral que aludem a fontes cristalinas descendo idilicamente por colinas. Fato é que até 40% de todas as águas minerais são na verdade água de torneira filtrada ou purificada! Um exemplo é a Aquafina, água mineral da Pepsi, que nos Estados Unidos todo mundo sabe se tratar de água de torneira purificada.

* Tendo o cenário norte-americano em mente, em 2005 o consumidor pagou 240 a 10.000 vezes mais pelo galão de água mineral do que pela mesma quantidade de água de torneira!

* As grandes companhias de bebidas freqüentemente retiram água de fontes municipais ou subterrâneas das quais muitas comunidades usufruem.

* A produção de garrafas plásticas consome energia e emite poluentes. O transporte dessas garrafas pelas estradas emite dióxido de carbono na atmosfera. Ainda nos Estados Unidos, cerca de apenas 15% das garrafas vai para reciclagem.

* A produção de garrafas plásticas consome mais de 17 milhões de barris de petróleo, o suficiente para abastecer um milhão de carros.

* O FDA (Food and Drug Administration), órgão que regula fármacos e alimentos nos Estados Unidos, verifica a qualidade de apenas 30 a 40% de todas as marcas de água mineral vendidas nesse país.

* Ainda nos EUA, o The Natural Resources Defense Council realizou um estudo com mil garrafas de água mineral de 103 marcas diferentes para verificar níveis de contaminantes. Um quarto das marcas continha contaminação bacteriana ou química a níveis que violavam os valores máximos permitidos.

* Recipientes plásticos para alimentos e garrafas pet podem liberar substâncias tóxicas. Uma delas é o ftalato (phthalates), usado para amaciar plásticos, e associado a disfunções endócrinas, problemas reprodutivos, câncer e outros distúrbios.

Conclusão

Pensando na saúde do seu pet e da sua família, bem como no meio ambiente, a melhor opção ainda é cuidar da caixa d’água e filtrar a água que você recebe em casa. Desse modo você:

* Se protege do cloro e da maioria dos contaminantes;
* Gasta menos. Sim, a economia nesse caso é em médio prazo. Mas mesmo assim vale muito a pena. Faça as contas!
* Não contribui com a poluição do meio ambiente, favorecida pelo processamento de água mineral;
* Não se engana comprando gato por lebre e, principalmente, não intoxica a saúde com ftalatos e outras substâncias tóxicas.

Dicas finais

- Vai passear com o amigão? Em vez de garrafas pet, leve garrafas reutilizáveis de inox ou de alumínio. Elas são mais seguras para a saúde e não poluem o ambiente.

- Na hora de comprar água mineral engarrafada, evite comprar o galão de PVC (aquele de plástico fosco, não-transparente). Galões desse tipo liberam mais substâncias químicas na água. Prefira os feitos de plástico transparente (polietileno) que são mais seguros e interferem menos no gosto da água.

- Salvo em caso de insolação, evite oferecer ao pet água gelada. Estudos sugerem que o consumo regular de água gelada pode alterar o pH normal da boca, predispondo a aftas; além de reduzir momentaneamente o fluxo sangüíneo das superfícies da boca, faringe, laringe, esôfago e estômago.

- Caso precise beber água da torneira, simplesmente abra a torneira e deixe a água correr um pouco, até sair mais fria. Fazendo isso você despreza a água que estava “parada” nos canos da casa.

- Mantenha a vasilha de água do pet sempre limpa. Troque a água no mínimo uma vez ao dia, lavando o recipiente.

- Você mora em casa e seu cão dorme para fora? Retire as tigelas de água durante à noite para evitar que ratos bebam e urinem na água. Assim reduz-se o risco de leptospirose.

- Para estimular que o cão ou gato beba mais água, o que é altamente benéfico para o trato urinário, mantenha duas ou mais tigelas de água em cantos diferentes da casa.

- Mantenha água sempre disponível para evitar que o animal procure fontes possivelmente contaminadas.

- Clique aqui para ler um artigo sobre como escolher tigelas de água e de comida que não fazem mal à saúde do cão ou gato.


Outra fonte de água de qualidade duvidosa…rs

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!

Água de torneira, filtrada ou mineral?

Até agora falamos bastante sobre qualidade dos alimentos, suplementos e nutrientes. Mas e a água que os pets – e nós! - bebemos? Não seria um nutriente também?

Na verdade, não é nenhum exagero afirmar que a água é o nutriente mais importante que existe. Um animal pode sobreviver tendo perdido grande parte de sua gordura ou proteína corporal. Mas a perda de míseros 10% de água é sinônimo de morte, mesmo o corpo dos mamíferos sendo composto por até 80% de H20.

Vejamos algumas funções essenciais que dependem desse aguaceiro:

Regulação da temperatura corporal
Os processos metabólicos que garantem a manutenção do organismo acabam produzindo calor. Esse calor sai do corpo graças à água, através da transpiração (que cães e gatos praticamente não realizam) e evaporação pulmonar, que é o motivo dos pets ficarem de língua de fora nos dias quentes.

Transporte de nutrientes para dentro das células
Depois de digeridos e “quebrados” em partículas cada vez menores pelo trato digestório, os alimentos são reduzidos a nutrientes. A água então leva os nutrientes para as células, onde são transformados em energia e usados, por exemplo, para produção de enzimas e hormônios.

Eliminação de resíduos tóxicos
A água permite que o organismo se livre daquilo que além de não servir para nada pode até fazer mal se ficar retido no corpo. A urina e as fezes são os veículos desses lixos, e ambos contêm o que? Água!

Lubrificação das “peças”
Articulações, fetos, órgãos abdominais e torácicos, o próprio cérebro, os olhos e os ouvidos internos. Todas essas partes são envoltas por – e contêm no seu interior – água.

Não é de surpreender que falemos tão pouco sobre esse líquido precioso?

Pra começar, você saberia dizer de onde vem a água que o organismo utiliza? De fontes externas, principalmente a água de bebida, é a primeira resposta que vem à cabeça. Mas também tem a água produzida pelo metabolismo, através da oxidação dos nutrientes. E não se esqueça da água contida nos alimentos.

Aliás, você que já oferece alimentação natural para o seu pet pode se preocupar menos com a quantidade de água ingerida por ele, uma vez que alimentos in natura contêm até 80% de água.

Nesse artigo discutiremos as principais vantagens e desvantagens de se oferecer ao pet água de torneira, água mineral engarrafada, e água filtrada / purificada em casa.

Água “de torneira”

Em novembro de 2007, o site G1 publicou uma matéria interessante sobre o aumento na procura por filtros e purificadores de água em função da crescente desconfiança com a água que sai das torneiras de nossas casas. Clique aqui para conferir o texto na íntegra.

Mas até que ponto esse pé atrás se justifica?

Primeiro, vamos analisar o lado das estações de tratamento das águas para abastecimento público, caso da Sabesp. A seguir, um trecho da matéria publicada no portal G1. “A Sabesp é obrigada por lei a fazer o controle na água distribuída nas 368 cidades atendidas pela empresa. Cerca de 45 mil amostras são recolhidas no estado durante todo o mês e analisadas em 15 laboratórios. A água precisa seguir um padrão de potabilidade estabelecido pela portaria 518 do Ministério da Saúde, de 25 de março de 2004. Os resultados dos seis parâmetros principais - cor, turbidez, cloro, flúor, coliformes totais e coliformes termotolerantes - são divulgados na conta de água.”

Basicamente, o que estações como a Sabesp a fazem para garantir a potabilidade da água é retirar os sedimentos, acrescentar cloro para matar microorganismos e flúor para (supostamente) evitar cáries dentárias. Entretanto, muitos estudiosos acreditam que esse tratamento é em parte desnecessário, ultrapassado e até prejudicial à saúde.

Mas antes de entrar em detalhes sobre vantagens e desvantagens desse processamento, é importante enfatizar que o estado geral da caixa d´água da residência interfere na qualidade da água. As empresas de saneamento garantem a qualidade da água até o cavalete, que fica próximo ao hidrômetro. A partir daí cabe ao proprietário do imóvel limpar a caixa d água a cada seis meses e mantê-la tampada. No fim da matéria citada há dicas de cuidados com a caixa d’ água.

Todo mundo está careca de saber que a água deve ser cristalina, inodora e insípida. Turbidez, portanto, não é normal e pode ser sinal de excesso de cloro ou de contaminantes. O cloro é adicionado porque protege a água de microorganismos no trajeto até nossas casas. A boa notícia é que quem se preocupa com os efeitos em longo prazo pode remover o cloro usando filtros comuns.

Já o flúor aparentemente só pode ser reduzido ou extraído com filtros mais sofisticados, como os de osmose reversa ou por unidades de destilação. A questão com o flúor é que, ao contrário do cloro, ele não serve para nada. Apesar de ser adicionado à água desde 1974 com objetivo de prevenção de cáries, estudos recentes mostram que só com aplicação tópica – exemplo: escovação dos dentes com creme contendo flúor – é que essa substância rende benefícios. Pior: o flúor é acusado de fazer mal.

Com base em estudos, esse mineral é suspeito de:

- aumentar a incidência de fraturas ósseas;
- se acumular na glândula pineal (localizada no cérebro) reduzindo a produção de um hormônio chamado melatonina;
- danificar o esmalte dentário (fluorose dentária);
- predispor ao osteossarcoma (câncer ósseo);
- predispor a artrites;
- predispor ao hipotireoidismo;
- aumentar a entrada de alumínio no cérebro;
- reduzir a taxa de fertilidade;
- aumentar a entrada de chumbo no sangue;
- ocasionar disfunções renais;
- causar deficiência de vitamina C;
- enfraquecer oo sistema imunológico

Enfim, não deve ser à toa que oito países europeus – Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Holanda, França e Irlanda proíbem a fluoretação das águas de abastecimento público. Leia mais sobre isso aqui e aqui.

Infelizmente, uma infinidade de outros contaminantes pode estar presente na água de torneira. Essas substâncias tóxicas podem se originar: da poluição da fonte de água, do tratamento da água nas estações e das más condições das canalizações e caixa d’ água.

É preciso também ficar de olho no pH da água. Um pH ótimo se situa entre 6.5 e 8.5. Baixo pH indica acidez, que pode resultar em corrosão e dispersão do material dos canos para a água. No Brasil, a maior parte dos canos condutores de água é de PVC, e uma minoria é feita de cobre. Muito melhor do que nos Estados Unidos, onde há muitos canos de chumbo, substância tóxica que vaza para a água.

É complicado descobrir quais são as substâncias presentes na água brasileira. Mas na água norte-americana já foram identificados 2.000 contaminantes. O órgão encarregado dessa fiscalização por lá é o U.S. Environmental Protection Agency. Curiosamente, a agência reconhece 138 substâncias, mas só regula a presença de 87.

Por lá, os contaminantes mais comuns são: chumbo, cádmio, arsênico, inseticidas, nitratos, fungicidas, herbicidas, benzeno, tolueno e dioxina.O problema, segundo médicos como o Dr. Mercola, está na sobrecarga crônica cumulativa causada pela ingestão regular dessas substâncias. Clique aqui para saber quais são os teores máximos de contaminantes segundo os padrões de potabilidade respeitados no Brasil.

Principais contaminantes e seus efeitos deletérios

Microorganismos: a água não é um meio ideal para multiplicação biológica, mas pode transportar protozoários, bactérias e outros microorganismos. Por esse motivo adiciona-se cloro. Contudo, há microorganismos, caso da Giárdia – protozoário causador de diarréias que acomete humanos, cães e gatos – capaz de resistir à cloração.

Cloro livre e seus derivados: eliminam microorganismos e minerais indesejáveis, como ferro e manganês. A cloramina (combinação de clorina mais amônia), em concentrações elevadas leva à metemoglobina (um distúrbio na hemoglobina) e anemia. Em presença de substâncias orgânicas, o cloro pode formar compostos carcinogênicos, como o clorofórmio.

Cobre: advém de canos de cobre corroídos, poluição industrial e agrícola, além do tratamento de algas. Pode causar hemólise (destruição das hemácias) e lesões no fígado.

Bismuto: quando presente em teores elevados leva a quadros neurológicos.

Arsênico: está associado a problemas digestivos, neurológicos e dermatológicos.

Cádmio: carcinogênico, danifica os rins, ossos e pode provocar hipertensão arterial.

Zinco: em excesso, pode causar anemia hemolítica (destruição de células vermelhas), náuseas e vômitos. O acúmulo crônico pode desencadear problemas neurológicos.

Chumbo: quando em excesso, pode persistir com o tratamento da água. Pode ocasionar anemia, anorexia, cólica, fraqueza, dores musculares e articulares e convulsões.

Cálcio: quando presente acima de 80mg/L, causa cefaléia, náuseas, vômitos, olhos vermelhos, hipertensão e convulsões.

Magnésio: associado ao bloqueio da transmissão neuromuscular.

Alumínio: problemas ósseos, anemia e lesão hepática e, nos casos mais severos, quadros neurológicos e problemas renais.

Mercúrio: se acumula no sistema nervoso central, podendo causar tremores e paralisias.

Nitrato: pode levar à metemoglobina em filhotes, e formar compostos carcinogênicos.

Então água de torneira é ruim?

A verdade é que quando falamos em doenças crônicas de causas vagas é muito difícil apontar os culpados com certeza absoluta. Hoje, nós (e nossos pets) estamos expostos a uma infinidade de toxinas vindas da alimentação, dos medicamentos, dos cosméticos, dos poluentes, e, como vimos, até da água. Pouco se estuda sobre esses resíduos, uma vez que os resultados avaliados geralmente são pouco convenientes para as indústrias. E menos ainda – até por questões práticas – se estuda sobre as interações destas substâncias no corpo.

A água que sai de nossas torneiras passou por tratamentos que mudaram muito pouco de décadas para cá. Em função dessa possível defasagem, nossa água pode sim conter contaminantes, muitos dos quais desconhecemos ou não conseguimos identificar e remover. Seja como for, a recomendação de muitos médicos e veterinários holísticos é que se evite beber água de torneira. A idéia é reduzir ao máximo a ingestão de toxinas.

E a melhor forma de fazer isso é adquirindo um bom filtro. De preferência um modelo específico.

Filtros

Antes de qualquer coisa, conforme comentamos antes, cuide de sua caixa d’ água. A caixa está OK? Solicite um exame recente da qualidade de sua água realizado pelo órgão responsável de sua região, ou agende uma visita com fiscal do departamento local responsável para análise in loco da sua água de torneira.

É importante identificar o que não está legal na sua água. Pouca gente sabe disso, mas o sucesso na escolha do filtro ou purificador certo depende das características químicas particulares da água em questão. Se o problema da sua água é excesso de cobre, por exemplo, é preciso achar um filtro que remova esse metal. Filtro perfeito, definitivo, ainda não inventaram.

Alguns exemplos de filtros e suas indicações

Filtro particulado
Também chamado de filtro mecânico ou unidade de micro filtração, filtra até grãos de areia e até algumas bactérias e patógenos, como a Giardia duodenalis e o Cryptosporidium ssp. Mas não conte com esse filtro para desinfetar água com intensa contaminação por bactérias ou vírus. Para casos assim, é melhor trabalhar em combinação com filtros de carbono adsortivo.

Filtro de osmose reversa
Em geral, removem minerais difíceis, como flúor, mas não são nada econômicos. Para produzir um litro de água purificada, eles desperdiçam a mesma quantidade – um litro – que vai embora como esgoto. Geralmente é um aparelho caro e grande, que ocupa um certo espaço na cozinha. Clique aqui para entender como funciona esse filtro.

Cuidados com a água filtrada
A água filtrada deixa de ter os desinfetantes que previnem a proliferação de microorganismos. Por isso, mantenha-a na geladeira. E não espere muito tempo para bebê-la. Se for usar água filtrada para abastecer as vasilhas dos pets - o que é altamente recomendável -, troque-a duas vezes ao dia ou no mínimo uma vez.

Lembre-se de trocar os filtros conforme as recomendações do fabricante. Um filtro de água em mau estado pode até piorar a qualidade da água de torneira. Um gosto de cloro denuncia que é hora de chamar o pessoal da manutenção.

E água destilada?

Esse é um assunto ainda envolto em polêmica. Segundo definição do Wikipédia:”Água destilada é água que foi obtida através da destilação de água não pura, ou seja, que contém outras substâncias dissolvidas. Enquanto que a água que bebemos é, em termos gerais, uma solução, a água destilada é, em princípio, uma substância pura. É a água utilizada em laboratório ou industrialmente, sendo também utilizada nas baterias dos automóveis e nos ferros de “engomar” a vapor . Contém unicamente moléculas de água (constituídas pelos elementos oxigênio e hidrogênio).”

Nos países asiáticos essa água já é comercializada para consumo humano, e muitos médicos e veterinários defendem seu uso como forma de controlar a formação de cálculos urinários. Aparentemente, a água destilada não “rouba” minerais importantes do organismo, como se supunha, e ainda que o fizesse os minerais da alimentação reporiam essa perda. Mas alguns médicos, caso do Dr. Mercola, estão convencidos de que beber água destilada faz mal.

Sua acidez anormal já seria o bastante para contra-indicá-la, segundo esse médico. Mas repare nas figuras abaixo. Usando microscópio de campo escuro, os cientistas registraram o momento em que a água passa do estado líquido para o sólido. Só que enquanto o complexo e belo arranjo da direita, retrata água pura; o borrão da esquerda representa água destilada. Os motivos por trás desse fenômeno e as implicações na qualidade original da água estão tirando o sono de muitos cientistas. Clique aqui para ler mais (tem que fazer cadastro, mas vale a pena!)


Fonte: site www.mercola.com

E a água mineral engarrafada?

Vimos que a água de torneira pode conter uma série de contaminantes e que ter um bom filtro específico em casa é a única maneira de tornar a água mais segura. Mas o que dizer da água mineral de garrafinha, aquela que todos compramos a todo o momento? E quanto aos galões de água mineral que compramos nos supermercados? Será que vale a pena beber e oferecer essa água ao pet?

Ainda citando o artigo publicado no portal G1 : “O comércio de água mineral saltou de 1,5 bilhão de litros em 1995 para 6,2 bilhões de litros em 2006 - ou cerca de 313%. A indústria de água mineral espera que o consumo alcance 6,7 bilhões de litros este ano.”


Entenda porque garrafas de inox - e não de plástico - são melhores.

OK, percebe-se o quão lucrativa essa indústria vem se tornando. Mas o consumo de água mineral não é nem de longe a maravilha que parece. Veja abaixo algumas informações interessantes divulgadas em diversos sites em inglês.

* Engana-se quem acredita nos rótulos de água mineral que aludem a fontes cristalinas descendo idilicamente por colinas. Fato é que até 40% de todas as águas minerais são na verdade água de torneira filtrada ou purificada! Um exemplo é a Aquafina, água mineral da Pepsi, que nos Estados Unidos todo mundo sabe se tratar de água de torneira purificada.

* Tendo o cenário norte-americano em mente, em 2005 o consumidor pagou 240 a 10.000 vezes mais pelo galão de água mineral do que pela mesma quantidade de água de torneira!

* As grandes companhias de bebidas freqüentemente retiram água de fontes municipais ou subterrâneas das quais muitas comunidades usufruem.

* A produção de garrafas plásticas consome energia e emite poluentes. O transporte dessas garrafas pelas estradas emite dióxido de carbono na atmosfera. Ainda nos Estados Unidos, cerca de apenas 15% das garrafas vai para reciclagem.

* A produção de garrafas plásticas consome mais de 17 milhões de barris de petróleo, o suficiente para abastecer um milhão de carros.

* O FDA (Food and Drug Administration), órgão que regula fármacos e alimentos nos Estados Unidos, verifica a qualidade de apenas 30 a 40% de todas as marcas de água mineral vendidas nesse país.

* Ainda nos EUA, o The Natural Resources Defense Council realizou um estudo com mil garrafas de água mineral de 103 marcas diferentes para verificar níveis de contaminantes. Um quarto das marcas continha contaminação bacteriana ou química a níveis que violavam os valores máximos permitidos.

* Recipientes plásticos para alimentos e garrafas pet podem liberar substâncias tóxicas. Uma delas é o ftalato (phthalates), usado para amaciar plásticos, e associado a disfunções endócrinas, problemas reprodutivos, câncer e outros distúrbios.

Conclusão

Pensando na saúde do seu pet e da sua família, bem como no meio ambiente, a melhor opção ainda é cuidar da caixa d’água e filtrar a água que você recebe em casa. Desse modo você:

* Se protege do cloro e da maioria dos contaminantes;
* Gasta menos. Sim, a economia nesse caso é em médio prazo. Mas mesmo assim vale muito a pena. Faça as contas!
* Não contribui com a poluição do meio ambiente, favorecida pelo processamento de água mineral;
* Não se engana comprando gato por lebre e, principalmente, não intoxica a saúde com ftalatos e outras substâncias tóxicas.

Dicas finais

- Vai passear com o amigão? Em vez de garrafas pet, leve garrafas reutilizáveis de inox ou de alumínio. Elas são mais seguras para a saúde e não poluem o ambiente.

- Na hora de comprar água mineral engarrafada, evite comprar o galão de PVC (aquele de plástico fosco, não-transparente). Galões desse tipo liberam mais substâncias químicas na água. Prefira os feitos de plástico transparente (polietileno) que são mais seguros e interferem menos no gosto da água.

- Salvo em caso de insolação, evite oferecer ao pet água gelada. Estudos sugerem que o consumo regular de água gelada pode alterar o pH normal da boca, predispondo a aftas; além de reduzir momentaneamente o fluxo sangüíneo das superfícies da boca, faringe, laringe, esôfago e estômago.

- Caso precise beber água da torneira, simplesmente abra a torneira e deixe a água correr um pouco, até sair mais fria. Fazendo isso você despreza a água que estava “parada” nos canos da casa.

- Mantenha a vasilha de água do pet sempre limpa. Troque a água no mínimo uma vez ao dia, lavando o recipiente.

- Você mora em casa e seu cão dorme para fora? Retire as tigelas de água durante à noite para evitar que ratos bebam e urinem na água. Assim reduz-se o risco de leptospirose.

- Para estimular que o cão ou gato beba mais água, o que é altamente benéfico para o trato urinário, mantenha duas ou mais tigelas de água em cantos diferentes da casa.

- Mantenha água sempre disponível para evitar que o animal procure fontes possivelmente contaminadas.

- Clique aqui para ler um artigo sobre como escolher tigelas de água e de comida que não fazem mal à saúde do cão ou gato.


Outra fonte de água de qualidade duvidosa…rs

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!

Alergia x Dieta Natural



Meu cão ou gato tem alergia. Ele pode receber essa dieta?

Em princípio, sim. Muitos donos de pets alérgicos têm relatado significativa melhora do quadro de coceiras e de lesões de pele algum tempo após a introdução de uma dieta natural e variada. O grau de melhora pode depender da causa da alergia - picada de insetos, atopia (pólen, ácaros, etc), alimentos, etc. De qualquer maneira, está provado que uma dieta fresca e variada pode fortalecer a imunidade natural, o que ajuda a combater qualquer forma de alergia e de lesão.

Entretanto, se a alergia de seu animal for de fundo alimentar, será preciso descobrir a que alimento(s) ele tem alergia antes de introduzir as sugestões de dieta oferecidas pelo site. Alguns pets podem apresentar alergia a frango, outros a peixes, outros a ovos, a grãos, etc; e alguns cardápios sugeridos por nós contêm todos esses alimentos. Muitas vezes, no entanto, o animal é alérgico aos aditivos (conservante, palatabilizantes, corante) da ração que ele vinha recebendo antes, e não a algum ingrediente (frango, arroz) daquela dieta. Isso talvez explique porque alguns cães e gatos que eram suspeitos de ser alérgicos ao frango contido na alimentação anterior, não apresentaram alergia ao comer as peças de frango in natura.

Em outras circunstâncias o pet pode ser alérgico aos resíduos agriculturais ou agropecuários presentes em certos alimentos não-orgânicos. Nossa Golden Retriever é um bom exemplo. As coceiras que ela tem por todo o corpo diminuem consideravelmente quando trocamos o frango comum de sua dieta por frango caipira ou orgânico. Para saber se um ou mais alimentos da dieta natural desencadeiam alergias em seu animal, sugerimos que você siga as orientações de nosso guia de introdução da alimentação natural.

Esse estudo traz um texto interessante sobre hipersensibilidade alimentar em cães e sobre como instituir uma dieta de eliminação para identificar o alimento suspeito de provocar alergias. A instituição de uma dieta de eliminação é a única maneira de descobrir a que alimentos os pets são alérgicos. Repasse-o ao seu médico-veterinário para auxiliar no caso.

É importante enfatizar que alguns cães e gatos mais sensíveis podem apresentar reações similares a uma alergia durante o período de adaptação à nova dieta. Um quadro súbito de coceiras e/ou de outros sintomas como descamação da pele, maior eliminação de pêlos, mau hálito e fezes amolecidas, durante a primeira semana de dieta natural pode ser sinal de um “processo de desintoxicação” benéfico segundo autores das dietas naturais. No entanto, se os sintomas se agravarem ou persistirem por mais de uma semana, o médico-veterinário deve ser consultado, e a causa, investigada.

Em caso confirmado de alergia alimentar, a composição da dieta deve ser alterada. Isso é perfeitamente possível com a Alimentação Natural. Basta substituir um tipo de alimento por outro (ex: frango por peru, por coelho, ou por carne bovina, etc).

Também sugerimos que você procure um bom médico-veterinário homeopata. A Homeopatia é uma terapia de baixo custo que não intoxica o animal e que ajuda a reequilibrar o organismo como um todo. Muitos problemas de saúde de nossos pets, incluindo alergias, foram controlados com sucesso com remédios homeopáticos. Consulte nossa página sobre Homeopatia e leia sobre a aplicação dessa medicina para alergias e outros quadros crônicos.

Só para resumir os pontos-chave:

Se você tem um cão alérgico e quer passá-lo para a alimentação natural:

1. Com acompanhamento de um médico-veterinário atualizado e com experiência em casos de Dermatologia, diagnostique o tipo de alergia.
2. Foi feito o diagnóstico de DAPE (Dermatite Alérgica a Picada de Ectoparasitos)? Pode oferecer a dieta natural normalmente - a alergia de seu pet não é alimentar.
3. Você instituiu uma dieta de eliminação por 45 dias e descobriu se tratar de hipersensibilidade alimentar? Ainda com ajuda do veterinário, será preciso reintroduzir, um a um, cada alimento oferecido anteriormente, com uma semana para cada novo alimento, até detectar a qual alimento o pet apresenta alergia. Descobriu? Formule uma dieta caseira sem esse alimento.
4. Foi feito o diagnóstico de atopia? Seu pet é alérgico a substâncias inaláveis do ambiente, como pólen, ácaros e poeira. Mas, até segunda ordem, pode receber Alimentação Natural.
5. Em todos os casos, se possível, consulte também um bom veterinário homeopata!

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!

Fonte: http://www.cachorroverde.com.br